Os governistas aguardam para hoje resposta do presidente da Assembleia Legislativa de Minas Gerais, Adalclever Lopes (MDB), a duas questões de ordem de petistas que suspenderam a aceitação do pedido de impeachment na ALMG. Nelas, o PT alega, entre outras coisas, que a leitura da aceitação do pedido teria de ter sido feita por Adalclever e não pelo vice-presidente Lafayette Andrada (PRB).
No sábado (5), Adalclever exonerou 62 funcionários comissionados lotados no Gabinete da Liderança do Governo e na Presidência da Assembleia Legislativa. De acordo com o site de notícias Uai, a medida foi vista como uma declaração de guerra ao PT. O líder do governo na ALMG, deputado Durval Ângelo (PT), divulgou um breve pronunciamento à imprensa no qual disse que, nos três anos e meio de governo Pimentel, o sucesso no processo Legislativo teve a presença de Adalclever. “Além do mais, temos 24 anos de caminhada com o MDB de Minas, é uma trajetória de sucesso”, afirmou o líder.
Os aliados de Pimentel estão evitando comentar a crise na ALMG, que pode abrir um processo de impeachment contra o petista com a ajuda do presidente da Casa. Parlamentares do MDB afirmam que as decisões sobre o assunto tem sido exclusivamente de Adalclever, que iniciou o conflito depois de o PT anunciar que lançaria a ex-presidente Dilma Rousseff para concorrer ao Senado em Minas. Até então a vaga de candidato era do presidente da Assembleia.