O anúncio do presidente Michel Temer na noite de domingo (27) não colocou fim à greve dos caminhoneiros. Atos acontecem em pelo menos oito estados no país e, segundo motoristas de caminhões que aderiram ao movimento em Uberaba, ainda estão longe do fim.
À reportagem do JM Online, um dos caminhoneiros afirma que aceitar a proposta do governo federal não está nos planos. Segundo ele, a categoria não quer apenas uma diferença de centavos no valor do óleo diesel, afirmando que o presidente deve intervir para que o combustível chegue às bombas com o mesmo preço que sai das refinarias ou com “poucos reajustes”. Ele acredita que a proposta do governo resolverá o problema imediatamente, mas em um curto período de tempo tudo será novamente reajustado. “O governo menosprezou a categoria”, lamenta ele.
Edição extra do Diário Oficial foi publicada ainda na noite de ontem, trazendo a concretização das medidas provisórias anunciadas por Temer na tentativa de estancar o movimento.
Medidas anunciadas por Temer:
1. Redução de R$ 0,46 no litro do diesel
2. Preço será mantido por 60 dias. Depois, ajustes serão mensais, garantindo a chamada “previsibilidade” aos motoristas.
3. Medida provisória será editada para isenção de pedágio em caminhões com eixos suspensos
4. Caminhoneiros autônomos terão garantia de 30% dos fretes da Conab
5. Medida Provisória estabelecerá tabela mínima de frete, em análise no Senado Federal