Heringer entra com pedido de recuperação judicial e trabalhadores demitidos ficam sem previsão para receber verbas rescisórias
Heringer entra com pedido de recuperação judicial e trabalhadores demitidos ficam sem previsão para receber verbas rescisórias. As contas da empresa foram bloqueadas e os funcionários dispensados ficaram sem receber o salário do último mês trabalhado, conforme informações do Stiquifar (Sindicato dos Químicos e Farmacêuticos de Uberaba e Região).
De acordo com a presidente do sindicato, Graça Carriconde, o pedido de recuperação judicial foi comunicado oficialmente ao mercado ontem e a notícia não era esperada pelos trabalhadores porque havia um processo de venda da empresa em andamento. “Existe um desencontro de informações muito grande. Não pensávamos que a empresa poderia fechar, pois estava sendo vendida”, pondera.
A sindicalista ressalta que agora o trabalho será para agilizar as homologações das demissões no sindicato. Com isso, será possível adiantar a entrada com o pedido de seguro-desemprego e a liberação do FGTS para evitar que os trabalhadores demitidos fiquem desassistidos.
Em paralelo, Graça posiciona que o sindicato acionará a Justiça para cobrar o pagamento das verbas rescisórias, inclusive o salário de janeiro. “Esperamos que consigam desbloquear as contas com o dinheiro da empresa no prazo inicial de 180 dias da recuperação judicial para pagar os trabalhadores o mais rápido possível”, manifesta.
A Fertilizantes Heringer entrou com pedido de recuperação judicial em caráter de urgência, na cidade da Paulínia (SP), central administrativa. As unidades de Uberaba (MG), Rondonópolis (MT), Dourados (MS), Três Corações (MG), Rio Verde (GO), Porto Alegre (RS), Rio Grande (RS), Paranaguá (PR) e Rosário do Catete (SE) foram fechadas. Em Uberaba, 100 pessoas ficaram sem emprego.