POLÍTICA

Hospital Regional ainda não tem perspectiva de funcionar 100%

Atualmente, unidade opera com 68% dos leitos e a ampliação para a sua capacidade plena demandaria mais custos, cujas fontes estariam em municípios da região e no governo do Estado

Gisele Barcelos
Publicado em 06/08/2022 às 16:49Atualizado em 18/12/2022 às 21:25
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Foto/Jairo Chagas

Secretário de Saúde explica que abertura de mais leitos no Hospital Regional não se resume na compra de mais camas

Sem previsão de aumento de repasses para custeio, Hospital Regional segue sem perspectiva para ampliar número de leitos e entrar em funcionamento com capacidade total. A informação é do secretário municipal de Saúde, Sétimo Bóscolo, que falou sobre o assunto em entrevista à Rádio JM.

De acordo com o titular da pasta, o HR comporta 151 leitos e, atualmente, apenas 103 estão abertos, o que representa, aproximadamente, 68% da capacidade total. Apesar de defender que a Secretaria de Saúde tem conseguido atender à demanda com essa quantidade, Bóscolo admitiu que em momentos críticos faltam vagas e pacientes acabam permanecendo nas UPAs por mais tempo, à espera de internação hospitalar.

O secretário também reconheceu que, se o Hospital Regional já estivesse em plena operação e com mais leitos disponíveis, seria possível agilizar o atendimento na fila de cirurgias eletivas. No entanto, Sétimo argumentou que a ampliação da estrutura só pode ser tomada se houver garantia de recursos para a manutenção. “Tem a questão de financiamento que a gente tem que preocupar”, manifestou.

O titular da pasta ressaltou que a ampliação de leitos no HR não depende apenas da compra das camas e aparelhos, mas também de contratação de profissionais de enfermagem, médicos e de limpeza para o atendimento. “O problema é custo. Há toda uma estrutura que aumenta com a abertura de mais leitos”, alegou para justificar a ausência de perspectiva para o início da operação com 100% da capacidade.

Questionado, Sétimo afirma que um trabalho de sensibilização tem sido feito com os gestores dos municípios da região para ampliar o número de prefeituras do Triângulo Sul que participam financeiramente do custeio do Hospital Regional, mas não especificou se houve avanços.

Por enquanto, houve pouca variação na lista de cidades que contribuem para com o HR. Até o primeiro semestre deste ano, além de Uberaba, apenas oito municípios estavam enviando recursos para a manutenção do hospital: Água Comprida, Campo Florido, Conquista, Planura, Sacramento, Veríssimo, São Francisco de Sales e Santa Juliana.

Embora o governo estadual tenha começado a repassar verba para o custeio do HR, o valor ainda é abaixo do esperado. Segundo a estimativa inicial, R$3 milhões/mês eram necessários para o custeio do Hospital Regional em pleno funcionamento. O governo federal já libera R$1,6 milhão mensalmente e a Prefeitura de Uberaba, cerca de R$500 mil/mês. Em 2021, o Estado fez um repasse de R$889,7 mil para a manutenção da estrutura, o que representaria pouco mais de R$74 mil por mês. Não houve sinalização de aumento no montante para este ano.

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