
O que se analisa é a possibilidade de o Samu levar vítimas de acidentes diretamente para o Regional, sem a necessidade de passar por uma das UPAs (Foto/Jairo Chagas)
Secretaria Municipal de Saúde estuda a possibilidade de o Hospital Regional passar a atender com “porta aberta” para receber casos de trauma. A proposta foi confirmada pelo novo coordenador do complexo regulador do Município, Irálio Fedrigo, em entrevista à Rádio JM, ontem. Ainda não há previsão para um posicionamento sobre a mudança no fluxo.
A questão foi ventilada inicialmente pelo diretor administrativo do HR, Frederico Ramos, explicando que o Samu poderia levar os pacientes acidentados diretamente para tratamento no hospital, sem a necessidade de passar primeiro pelas UPAs (Unidades de Pronto-Atendimento). Com isso, as UPAs ficariam menos sobrecarregadas e o socorro ao paciente seria agilizado.
Irálio reforçou na entrevista à Rádio JM que concorda com a medida e afirma que a equipe do Hospital Regional ainda fará um estudo sobre a questão e deverá apresentar um projeto à secretaria. Em paralelo, a pasta também avalia a proposta. “Estamos estudando sim essa possibilidade. Não impactaria negativamente [a regulação de leitos], pelo contrário”, declara.
Por outro lado, o coordenador da regulação reforçou que a abertura de 12 leitos para pacientes não Covid no Hospital Regional a partir de ontem será uma ação que deverá trazer reflexo de imediato para a situação das UPAs. “Isso, com certeza, terá impacto positivo na transferência de pacientes, na diminuição de pessoas aguardando, e vai nos ajudar muito nesse processo de imersão de pacientes nas nossas UPAs”, disse.
Segundo Irálio, um trabalho também começou a ser feito diretamente nos hospitais que prestam serviços ao SUS para viabilizar alternativas que deem mais rapidez no acesso ao leito. “Vamos continuar visitando as instituições e intensificando o diálogo para a busca de agilidade no giro do leito. Isso é que traz resultado. Quanto mais se aproxima do prestador e acompanha o processo de perto, mais conseguimos enxergar alternativas”, destaca.