Instituto Mineiro de Gestão de Águas (Igam) liberou esta semana a outorga do Codau para captação no rio Claro. Com a autorização, o município inicia os preparativos
Instituto Mineiro de Gestão de Águas (Igam) liberou esta semana a outorga do Codau para captação no rio Claro. Com a autorização, o município inicia os preparativos para a construção da adutora no local. A obra será dividida em etapas e a primeira consiste em modernizar a transposição existente entre o rio Claro e o ribeirão Saudade, utilizada atualmente de forma provisória no período de seca para aumentar a vazão do rio Uberaba. Como o sistema de transposição funciona de forma precária, o prefeito Paulo Piau (PMDB) explica que parte dos R$53 milhões do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) será utilizada para a compra de nova tubulação e também para troca do motor a diesel por equipamento elétrico. Com isso, o município terá como apresentar ao Ministério das Cidades a primeira aplicação dos recursos, visto que a data-limite termina em outubro. “Precisamos é começar a gastar e ter alguma medição. Isso nos deu uma folga. A licitação da empresa que vai fazer o serviço pode ultrapassar outubro”, informa. Segundo o presidente do Codau, Luiz Guaritá Neto, a meta é executar a obra da adutora por etapas. O início será com a modernização do trecho existente do rio Claro para o ribeirão Saudade para permitir o aumento da vazão do rio Uberaba antes da estiagem do próximo ano. “A previsão é que esta etapa fique pronta até setembro de 2014. Consequentemente, nas próximas secas já teremos a obra do rio Claro”, pondera. Em paralelo, Guaritá salienta que o Codau está com licenciamento ambiental da adutora em fase final. De acordo com o presidente do Codau, o processo do ano passado foi retomado, pois a documentação estava pronta e até as audiências públicas exigidas já tinham acontecido. Após tratativas na Secretaria de Estado de Meio Ambiente, ele revela que o acompanhamento do processo foi transferido para a Secretaria Municipal de Meio Ambiente, o que deverá agilizar a emissão da licença. A construção da adutora para levar a água diretamente do rio Claro para a Estação de Tratamento de Água (ETA) é discutida desde 2011. Porém, no ano passado os produtores irrigantes que utilizam o rio entraram em conflito com o Codau e questionaram a capacidade de vazão. O impasse foi solucionado este ano, após a apresentação aos agricultores de estudo técnico sobre a vazão do rio.