POLÍTICA

Índice de infestação do Aedes é o menor dos últimos 10 anos, diz Piau

Uberaba registrou índice de infestação de 1,2%, conforme resultado do Levantamento Rápido do Índice de Infestação por Aedes aegypti

Gisele Barcelos
Publicado em 12/04/2016 às 00:03Atualizado em 16/12/2022 às 19:21
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Uberaba registrou índice de infestação predial de 1,2%, conforme resultado do último Levantamento Rápido do Índice de Infestação por Aedes aegypti (LIRAa). No mesmo período do ano passado o levantamento apontou índice de 3,42%. O Ministério da Saúde estabelece situação de alerta entre 1% e 3,9%.

Para o prefeito Paulo Piau (PMDB), o índice de infestação registrado em abril está baixo e reflete o trabalho conjunto entre poder público e a população para eliminar o Aedes aegypti. “Tivemos agora o menor resultado observado em março/abril nos últimos dez anos”, ressalta o chefe do Executivo.

Por outro lado, PP salientou ser necessário manter o trabalho de combate ao mosquito e pediu o engajamento da comunidade nas ações de controle do vetor para evitar o crescimento dos casos de dengue, zika vírus e febre chikungunya. “Enquanto estiver calor e com chuva, a população tem que tomar todo o cuidado e continuar na luta para que o mosquito não prolifere [...] A Prefeitura também não vai relaxar. A dengue é uma doença endêmica e não tem vacina. Então, o trabalho continua ao longo dos 12 meses do ano”, argumenta.

Conforme a pesquisa realizada entre os dias 4 e 8 de abril, os vasos de plantas e bebedouros de animais continuam sendo o principal problema do município, representando 33,3% dos criadouros do mosquito. Já as calhas, ralos e vasos sanitários em desuso somam 20% dos depósitos das larvas do vetor.

O levantamento também apontou que os bairros Gameleiras, São Vicente, Leblon, Parque São Geraldo, São Cristóvão e Residencial Rio de Janeiro foram os locais com maior índice de infestação do mosquito (2,1%). A região do Costa Teles e Cartafina ficou quase no mesmo patamar, com resultado de 2%. Abadia, Centro, Vila Maria Helena, Jardim Alexandre Campos e Morada das Fontes também estão em alerta (1,9%), sendo que o lixo foi o principal criadouro do mosquito.

De acordo com o secretário municipal de Saúde, Marco Túlio Cury, a Prefeitura continuará com ações intensificadas de visitação, mutirões de limpeza e fumacê. Ele destaca que o foco a partir de agora serão os bairros com pior desempenho no LIRAa. No entanto, também enfatizou a importância da participação dos moradores e proprietários de terreno para a efetividade do combate ao mosquito.

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