O funcionário disse que não vazou informação, que não houve quebra de sigilo fiscal e que tudo não passou de uma brincadeira
Um dos alvos da investigação que apura o acesso a dados sigilosos do presidente Jair Bolsonaro (PSL), o funcionário da Receita Odilon Ayub Alves, disse à Polícia Federal (PF) que não vazou informação, que não houve quebra de sigilo fiscal e que tudo não passou de uma brincadeira.
Odilon, que diz ser eleitor de Bolsonaro, é lotado na unidade da Receita Federal de Cachoeiro de Itapemirim, no Sul do Espírito Santo.
Odilon prestou depoimento na Delegacia da PF de Vitória-ES por cerca de uma hora e foi liberado. A irmã dele, deputada Federal Norma Ayub (PSL), disse que Odilon andava pela cidade com o carro adesivado, fazendo campanha para o então candidato Bolsonaro.
A parlamentar esclareceu ainda que a atitude do irmão nada tem a ver com o mandato dela, e que Odilon agiu por inocência, sem medir as consequências.
Além de Cachoeiro do Itapemirim, os dados do presidente foram acessados por outro servidor lotado em Campinas, São Paulo. Ele não teve o nome revelado. Os dois servidores respondem a processo administrativo. Eles não foram afastados de suas funções, mas foi retirado o acesso que tinham ao sistema.
Fonte: Rádio Itatiaia