Incineração de 2,5 toneladas de medicamentos, na semana passada, será tema de reunião hoje entre um grupo de vereadores
A incineração de 2,5 toneladas de medicamentos, na semana passada, será tema de uma reunião hoje entre um grupo de vereadores e técnicos da Secretaria Municipal de Saúde, além do titular da pasta, médico Valdemar Hial. O encontro será realizado pela manhã (9h) na própria SMS, e, segundo o vice-presidente da Câmara, Itamar Ribeiro (DEM), espera-se explicações com responsabilidade, e não o que tachou de justificativas esdrúxulas através de nota oficial na mídia.
Ele, porém, considera que o momento não permite incinerar um comprimido sequer, e defende até mesmo uma CPI para apurar o ocorrido. E mais: em sua opinião, “se houvesse responsabilidade, esse pessoal ia parar na cadeia”. Itamar diz que Uberaba é uma cidade progressista, famosa pelo seu nível universitário e não pode ter pessoas truculentas dentro do Governo. Para ele, contudo, a situação remete ao prefeito Anderson Adauto (PMDB), que não é aberto ao diálogo, e, para acompanhá-lo, alguns secretários também vêm no mesmo ritmo.
Vogal da Comissão de Saúde e Saneamento da CMU, o democrata aprovou ontem em plenário três requerimentos solicitando explicações da SMS quanto ao repasse de R$220 mil para o Hospital Dr. Hélio Angotti; sobre as auditorias realizadas este ano na pasta, e sobre o teor do convênio celebrado com a Universidade Federal do Triângulo Mineiro. “Queremos uma série de explicações com responsabilidade”, reforçou Itamar, que deverá se fazer acompanhado na reunião desta quarta pelo presidente do colegiado, o líder governista Cléber Cabeludo (PMDB), o relator Samuel Pereira (PR) e o suplente José Severino Rosa (PT). O encontro é aberto aos demais vereadores, lembra o peemedebista, considerando que todos devem participar.
Posição. Cléber ainda terá pela frente, como presidente da Comissão, que administrar a solicitação de seis conselheiros que defendem a realização de uma sindicância no Centro de Suprimento de Saúde da SMS, para conferir os estoques de medicamentos, bem como seus prazos de validade, entre outros itens. Ao acionar o colegiado, o grupo lembra que o Legislativo tem a obrigação de acompanhar e fiscalizar as ações do Executivo.