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Deputado federal André Janones, que foi o segundo mais votado em Uberaba, oficializou sua candidatura à presidência da Câmara Federal
Tentando desde o fim do ano passado viabilizar o nome para a eleição da presidência da Câmara dos Deputados, André Janones (Avante) confirmou a candidatura para concorrer ao cargo. O parlamentar busca correr por fora na disputa, sem o apoio dos grandes blocos.
Segundo deputado federal mais votado em Uberaba, Janones havia falado sobre a possibilidade de disputar a Presidência de forma independente no mês passado e pediu apoio dos eleitores para divulgarem o projeto na tentativa de fortalecer o nome junto aos demais deputados.
Na semana passada, o parlamentar fez o anúncio definitivo da candidatura à presidência da Câmara por meio das redes sociais. Na mensagem, ele manifestou que o projeto seria viabilizado pelo apoio popular. "Sem conchavos políticos e sem toma lá dá cá", continua o texto.
No entanto, Janones também usou o perfil nas redes sociais para declarar que estaria aberto a receber o apoio do partido Novo para a candidatura à presidência. “Caso o apoio do partido se concretize, será muito bem-vindo! Diferenças de ideologias não podem ser mais importantes do que o interesse do povo!
A manifestação de Janones ocorreu após o líder do Novo na Câmara Federal, Paulo Ganime, posicionar que a sigla optará por dar suporte a uma terceira via para a eleição da presidência da Casa. “Certamente vamos apoiar uma terceira via, a questão é saber quem é a terceira via”, disse em entrevista ao jornal O Globo.
A liderança do Novo justifica que os atuais candidatos ao cargo — deputados Arthur Lira (PP-AL) e Baleia Rossi (MDB-SP) — não correspondem às exigências da sigla para formalizar um apoio. Ganime até afirmou que, “se necessário”, o partido terá candidatura própria, embora o mais importante seja encontrar um nome que corresponda às demandas que constam num manifesto assinado por 51 deputados de 9 partidos (Cidadania, PSL, DEM, PL, PSDB, PSD, PP, PSB, além do Novo).
No texto, os congressistas pedem que sejam pautadas matérias com reforma tributária; reforma administrativa; Proposta de Emenda à Constituição (PEC) do Pacto Federativo; privatização da Eletrobras; outras privatizações enviadas pelo governo; prisão em segunda instância; fim do foro privilegiado; reforma política e fim dos supersalários.
A eleição para a mesa diretora da Câmara acontece no dia 1º de fevereiro. A votação é secreta e, por isso, além de alianças entre os partidos, é necessário um corpo a corpo com os deputados, já que há muitas dissidências dentro das legendas, especialmente na esquerda.