POLÍTICA

Jorge Ferreira não tem clima para trabalhar com acusadas

Ele disse que durante o processo, já era tratado com diferença por pessoas dos setores onde trabalham as acusadoras

Mára Santos
Publicado em 03/08/2018 às 10:18Atualizado em 20/12/2022 às 12:10
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Absolvido do processo que pedia sua cassação por exigir devolução de salários e assédio sexual, o vereador Jorge Ferreira (PMN) afirmou que não sabe se haverá clima para continuar trabalhando com servidoras que o denunciaram.

Apesar disso, o vereador disse que, em termos de convivência, quem deve tomar alguma providência neste sentido é o presidente Lourival dos Santos (PCdoB). “A condução do trabalho na Casa cabe ao presidente. Ele, que defendeu o tempo todo a boa conduta de todos, é que deve avaliar agora o comportamento de cada um, depois do resultado do processo”, sugeriu o vereador.

Jorge Ferreira disse ainda que, durante o processo, já era tratado com diferença por pessoas dos setores onde trabalham as acusadoras e que não acredita que agora possa ser diferente. “Vamos ver como será o comportamento de todos, vou agir com precaução”, disse ele, acrescentando que não pretende pedir o afastamento de ninguém que o acusou.

O presidente Lourival dos Santos já havia adiantado à reportagem do Jornal da Manhã que não pretende exonerar nenhum dos servidores envolvidos no processo e que ainda ocupem cargo no Legislativo. Ele disse também que é preciso haver respeito por estas pessoas.

Já a servidora Daiana Fernandes Pereira, que acusou Jorge Ferreira de assédio sexual e de exigir a devolução de parte dos seus vencimentos, disse, por meio do seu advogado, que só tomou a iniciativa de denunciá-lo porque se sentiu prejudicada em sua função. Ela não pensa em pedir demissão ou mudança de setor. De acordo com o advogado Daniel Santiago, sua cliente não pretende recorrer da decisão dos vereadores que absolveram o colega. “Mesmo porque estamos com receio de sofrer retaliação”, afirmou o advogado.

Quanto à absolvição de Jorge Ferreira, Daniel Santiago disse que se trata de uma decisão política, e não jurídica. “O próprio procedimento é político e não exige conhecimento jurídico. Foi uma representação impulsionada administrativamente para que a comissão fizesse as diligências necessárias e colocasse em mesa para efetivar ou não a cassação”, explicou. Santiago confessou ainda que entende que houve um pequeno equívoco no processo. “Bateram na tecla de que não houve prova material, mas não é um processo jurídico, e sim de fato. Existiam várias provas vivas e isso não foi desmentido”, encerrou o advogado.

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