O presidente do Codau, José Luiz Alves, que é também um dos réus da ação penal, responde pelo crime de lavagem de dinheiro
Presidente do Centro Operacional de Desenvolvimento e Saneamento de Uberaba (Codau), José Luiz Alves, também um dos réus da ação penal, responde pelo crime de lavagem de dinheiro. Ele também está sendo defendido pelo advogado Roberto Pagliuso – que insiste na falta de provas na denúncia que comprovem o envolvimento do então chefe de gabinete.
José Luiz também garante que não houve nenhuma tipificação de ato criminoso na sua conduta ao realizar os saques bancários em cumprimento à ordem dada pelo então ministro dos Transportes, Anderson Adauto.
No depoimento dado à Polícia Federal, ele utilizou seu direito constitucional de permanecer em silêncio, embora o ex-ministro dos Transportes tivesse confirmado que os saques realizados pelo ex-chefe de gabinetes totalizassem R$200 mil. Por outro lado, José Luis assegura que todos os seus esclarecimentos foram feitos na CPMI do Mensalão, na Câmara Federal.
À reportagem do Jornal da Manhã, ele diz ter realizado os saques bancários com a melhor das intenções, tendo a consciência que estava fazendo algo correto, assim como fazem milhões de brasileiros. “Tanto que dei meu documento e assinei os recibos”, afirma. José Luiz também confirma que os recursos foram disponibilizados pelos Partidos dos Trabalhadores para o pagamento de dívidas da campanha de Anderson Adauto – da qual foi coordenador.
José Luiz também diz esperar que os ministros sejam isentos, sendo guardiões da Constituição, para realizar um julgamento justo. Caso seja esta a condução, o ex-chefe de gabinete diz ter convicção que será inocentado pelo STF. “Eu estou com a consciência tranquila e convicto da minha inocência e espero que este julgamento seja concluído logo.”