José Luiz Alves se diz aliviado por ter alcançado a unanimidade na absolvição pelo crime de lavagem de dinheiro
Presidente do Centro Operacional de Desenvolvimento e Saneamento de Uberaba (Codau), José Luiz Alves se diz aliviado por ter alcançado a unanimidade na absolvição pelo crime de lavagem de dinheiro no julgamento da ação penal do mensalão, no Supremo Tribunal Federal. “Sempre esperei que minha denúncia não fosse acatada e recebo este resultado com naturalidade e, óbvio, sinto-me extremamente aliviado”, comentou.
De acordo com ele, neste tempo em que esteve na condição de réu, se manteve sereno, embora tenha se sentido constrangido por ter seu nome envolvido na denúncia. José Luiz garante que sempre acreditou na absolvição, confirmada anteontem por unanimidade no STF. “Embora tenha sido difícil, eu sempre estive convicto que, no julgamento, o resultado seria favorável. Durante todo este tempo eu estive absolutamente confiante”, disse.
Ele lembra que todas as pessoas as quais consultou, no meio jurídico, sempre entenderam que seu envolvimento na denúncia era uma “aberração” do Direito. “Não havia razão sequer de eu estar no rol dos réus”, comenta. José Luiz ainda avalia a absolvição como fruto de um julgamento técnico, o qual esperava, apesar de admitir que temia pela conotação política por parte dos ministros do Supremo. “Os ministros tiveram a preocupação de não se deixar levar pelo clamor popular, que era o que eu temia. Eles estão fazendo um julgamento absolutamente técnico. Por isso recebo esta absolvição de forma unânime”, conclui.
De acordo com a defesa, feita pelo advogado Roberto Pagliuso, o ex-chefe de gabinete não tinha conhecimento da origem dos recursos, da ordem de R$600 mil, quantia que sacou no Banco Rural para o então ministro dos Transportes, o prefeito Anderson Adauto – o qual também defendeu. Segundo o advogado, seu cliente foi sacar o dinheiro acreditando que se tratava de dívida de campanha e veio “na avalanche” da organização criminosa montada por Marcos Valério.