Já não é novidade que na PMU Junta de Gestão está atuando para contenção de gastos. Garantia é de que as medidas de economia não vão comprometer a prestação de serviços
Já não é mais novidade que na Prefeitura uma Junta de Gestão está atuando para contenção de gastos. Porém, a garantia do Executivo é de que as medidas de economia não vão comprometer a prestação de serviços. Um dos motivos da moderação é por conta do pagamento de contrapartidas em relação aos recursos garantidos na União. Alguns cortes já foram feitos na administração municipal para reduzir os custos, como, por exemplo, as demissões na Secretaria Municipal de Saúde, o atraso no pagamento da bolsa indenizatória aos candidatos do concurso público da Guarda Municipal e também reduções de horas extras. Medidas de economia estão sendo tomadas desde o início de outubro com o objetivo de assegurar o cumprimento do programa de obras e investimentos em execução no município. De acordo com a secretária da Junta e chefe-de-gabinete Angela Mairink, a economia não representa prejuízo na prestação de serviços à população. “Novas obras serão realizadas na cidade, mas para isso a Prefeitura também precisou garantir as contrapartidas necessárias. As medidas de contenção são necessárias também por conta do aumento do custeio da administração municipal”, afirma Angela. Estão previstas contrapartidas para obras, como o Hospital Regional, no valor de R$9,4 milhões, e as obras da segunda etapa do projeto de travessia urbana na BR-262, orçado em R$43,6 milhões, sendo que o repasse da Prefeitura é de 5% deste valor. Já em relação ao aumento do custeio da administração municipal, Angela ressalta a contratação de mais professores para os novos Centros Municipais de Educação Infantil (Cemeis). “Só para citar outro caso, Uberaba não tinha piscinas para os estudantes e para a população em geral, hoje são 18 no total, que geram custo mensal de manutenção em torno de R$70 mil. Houve muito investimento, mas a arrecadação não acompanhou este ritmo. Precisamos adequar as finanças, quem não tem investimento não tem contrapartida”, afirma Angela.