Ao prometer que em dois meses o sistema estará funcionando, o prefeito justifica que houve resistência por parte das equipes das unidades
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Lançado em agosto de 2016, o prontuário eletrônico ficou restrito a algumas unidades até agora
Prontuário eletrônico ainda não está implantado em 100% das unidades de saúde. O projeto foi anunciado há dois anos, porém o prefeito Paulo Piau (MDB) justifica que problemas técnicos para o funcionamento do sistema acabaram atrasando a entrada em operação em toda a rede municipal.
De acordo com o prefeito, houve inicialmente uma resistência das equipes ao novo sistema e foi necessário mais tempo para a capacitação dos servidores. Em seguida, Piau afirma que foi constatado que nem todas as unidades tinham o plano de internet compatível para o funcionamento do prontuário eletrônico e a Prefeitura teve que fazer adaptações nos serviços contratados para conseguir habilitar a operação adequada do software.
Segundo o chefe do Executivo, as questões já foram resolvidas e agora o prontuário eletrônico deve estar efetivamente em operação no início de 2019. “Em dois meses, vamos chegar com o software funcionando na totalidade das mais de 30 unidades de saúde da rede municipal”, assegura.
Outro projeto anunciado no fim de 2016 e ainda não totalmente implantado é o cartão de saúde para as pessoas residentes em Uberaba. O projeto foi implantado de forma experimental em três unidades e a previsão era disponibilizar até o fim deste ano para toda a cidade, o que não se concretizou.
O prefeito afirma que a confecção dos cartões será retomada e concluída no próximo ano para viabilizar o controle dos usuários que utilizam o sistema público. A proposta é de que a tarjeta seja vinculada ao título de eleitor para identificar os pacientes que efetivamente pertencem a Uberaba e região.
Piau ressalta que a cidade hoje recebe até pacientes que não pertencem aos 27 municípios da macrorregião Triângulo Sul, o que onera os cofres municipais. “É uma medida para não gastar dinheiro da Saúde que deveria ser para o atendimento ao uberabense, com pessoas de fora que vêm de São Paulo, de Goiás e de outros locais. Vamos corrigir essa anormalidade”, argumenta. Com o cartão, PP manifesta que a Prefeitura terá dados para cobrar os outros municípios e solicitar o ressarcimento do atendimento prestado aos pacientes de outras localidades.