O ex-ministro foi preso na 17ª fase da Operação Lava Jato em agosto de 2015 e foi condenado pela Justiça Federal por diversos crimes, incluindo corrupção passiva e lavagem de dinheiro
Justiça Federal condenou o ex-ministro José Dirceu e mais nove na manhã de hoje (18) pela Operação Lava Jato. Dirceu deverá pagar 23 anos e três meses de prisão por crimes como corrupção passiva, recebimento de vantagem indevida e lavagem de dinheiro. Da decisão ainda cabe recurso.
Na mesma ação penal que trouxe a primeira condenação do ex-ministro também estão condenadas outras nove pessoas, incluindo seu irmão, Luiz Eduardo de Oliveira e Silva, como ex-diretor da Petrobras, Renato Duque (10 anos de reclusão por corrupção passiva); Pedro Barusco Filho, ex-gerente da Petrobras (18 anos e quatro meses de reclusão por corrupção passiva – ele cumprirá até 15 anos, segundo os termos do acordo de delação premiada); e o ex-tesoureiro do PT, João Vaccari Neto (9 anos de reclusão por corrupção passiva).
Dirceu já tem outra condenação pelo envolvimento em outro esquema de corrupção, o Mensalão, o que esteve, inclusive, no embasamento da condenação do Juiz Sérgio Moro – “O mais perturbador, porém, em relação a José Dirceu de Oliveira e Silva consiste no fato de que recebeu propina inclusive enquanto estava sendo julgada pelo Plenário do Supremo Tribunal Federal a Ação Penal 470, havendo registro de recebimentos pelo menos até 13/11/2013. Agiu, portanto, com culpabilidade extremada, o que também deve ser valorado negativamente”, diz, em parte da sentença condenatória.