Presidente interino da Companhia Habitacional do Vale do Rio Grande (Cohagra), o advogado Marcos Jammal deixou a Câmara ontem com o apoio maciço dos vereadores para que permaneça no comando da autarquia. Ele assumiu a presidência em abril, quando o então dirigente Wagner do Nascimento Júnior (PR) se desincompatibilizou do cargo para disputar uma cadeira de deputado estadual. Wagner não foi eleito e o prefeito Paulo Piau (PMDB) já sinalizou que o clima de eleição ainda não se dissipou e, portanto, não houve oportunidade de discutir o assunto com o ex-presidente.
“Fiquei surpreso, mas fiquei feliz”, admitiu o presidente interino da Cohagra ao Jornal da Manhã, após o apoio declarado dos 14 vereadores, o qual foi materializado no Ofício 55/14, destinado ao prefeito. O documento, que tem a assinatura de todos eles, destaca que a permanência de Jammal na companhia “enaltecerá o desenvolvimento habitacional e o ideal em prol de uma vida melhor para a sociedade”. “Até dei uma marejada”, revelou Jammal, ante os elogios ouvidos em plenário, mas ele coloca que a decisão de permanecer na Cohagra é do prefeito, “e o deixo a vontade para decidir. Nunca o pressionei, não é do meu feitio, sou técnico, não sou político, e estarei onde ele quiser para defender a Administração”.