A discussão e votação do PLC, contudo, por pouco não aconteceu, já que havia uma pressão velada no plenário
A Câmara de Uberaba aprovou ontem o Projeto de Lei Complementar 01/13, de autoria do Executivo, que se traduz no primeiro passo para a viabilização do loteamento Jockey Park II. A proposição alterou a Lei de Uso e Ocupação do Solo do Município (LC 376/2007) ao promover mudanças no zoneamento daquela região, que deixou de ser área residencial para chácaras. Para tanto, os lotes mínimos permitidos no local passaram dos atuais 1.500m² para 450m². A discussão e votação do PLC, contudo, por pouco não aconteceu, já que havia uma pressão velada no plenário para votar rapidamente as cinco matérias em pauta, a fim de evitar atrasos nas duas solenidades agendas para o dia. Percebendo a situação, o vereador João Gilberto Ripposati (PSDB) chegou a pedir vistas da proposição, por entender que o debate em torno do projeto passa pelas condições de segurança no local. Ele citou o trevo construído na BR-262 para atender aos habitantes da região, o qual tem registrado vários acidentes, sendo necessário promover alterações na obra. Nesse sentido, Ripposati defendeu as melhorias considerando que após a viabilização loteamento o fluxo de veículos e pessoas vai aumentar significativamente. O vereador também questionou a ausência de parecer técnico para sustentar a alteração no zoneamento. “Quero que me entenda. Estou defendendo a segurança da população e do empreendimento”, disse o tucano ao se dirigir ao presidente do Jockey, Edson Crema, que acompanhou a votação. O dirigente disse que aos vereadores que o projeto vem contribuir para “levantar a saúde financeira do clube, que hoje está um pouco combalida”. Ainda segundo Crema, mais que fazer história em Uberaba, o Jockey contribui para o desenvolvimento da cidade, além de ser o único lugar que pode fornecer lazer para milhares de pessoas, através da realização de grandes eventos. A Casa também aprovou os projetos de autoria do Executivo (PLs 12 e 13/13) alterando a Lei Orçamentária Anual, referente ao exercício de 2013, com impacto nas emendas parlamentares indicadas pelos vereadores. As propostas preveem correções quanto às informações sobre as entidades indicadas no bojo das emendas individuais. Isto porque, segundo o presidente da Comissão de Orçamento e Finanças da Casa Samuel Pereira, faltam completar dados ou ajustar outros que estão incompatíveis, do contrário, os recursos não poderão ser liberados. Ele comemorou a aprovação.