POLÍTICA

Leilão do nióbio fica para 2020 e salários continuam parcelados para os servidores do Estado

Segundo o secretário de Planejamento e Gestão, Otto Levy, o leilão será realizado no primeiro trimestre de 2020

Publicado em 19/12/2019 às 10:21Atualizado em 18/12/2022 às 02:56
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Foto/Douglas Magno

Sem 13º e sem salário no quinto dia útil. Assim é a realidade de parcela do funcionalismo público estadual. O secretário de Planejamento e Gestão, Otto Levy, afirmou que o leilão dos recebíveis do nióbio será realizado no primeiro trimestre de 2020. Isso porque o governo optou por adiar para preservar o valor do ativo depois do Ministério Público de Contas (MPC) pedir a suspensão da operação

Com o adiamento, o parcelamento dos salários dos servidores do Estado, que acontece desde 2016, continuará da mesma forma até que a operação se concretize. O governo conta com o dinheiro para melhorar o fluxo de caixa

Até a tarde de ontem (18), quando sindicalistas pressionaram o governo em protesto na Cidade Administrativa, Romeu Zema (Novo) e o secretariado atrelava o pagamento do . Contudo, o governador anunciou que servidores que têm até R$ 2 mil líquidos para receber de 13º terão o pagamento quitado no dia 23 de dezembro. A operação poderá dar R$ 5 bilhões à atual administração. O governo projeta receber até 49% do adiantamento dos royalties do nióbio durante 12 anos. Pelo mesmo período, o estado continuará recebendo os outros 51%.

“O critério foi o social. Os demais receberão quando concluirmos a operação financeira", disse Zema. Ou seja, os outros 39% do funcionalismo estadual nem vai receber o 13º salário e tão cedo não terá os salários pagos no quinto dia útil. 

Conseguiremos pagar o 13º para 61% dos servidores antes do Natal, seja integral ou parcelado. Receberão todo o valor aqueles que têm até R$2 mil líquidos de 13º. O critério foi o social. Os demais receberão quando concluirmos a operação financeira... — Romeu Zema (@RomeuZema) 18 de dezembro de 2019

Os servidores da Educação são os que mais manifestaram sua indignação com o anúncio nas redes sociais do governador Romeu Zema. Eles se disseram humilhados e voltaram a pedir isonomia no tratamento do funcionalismo, criticando a escolha de Zema em priorizar o pagamento das forças de segurança. Em contrapartida, outros seguidores lembraram que a categoria apoiou o ex-governador Fernando Pimentel (PT) em 2014 e que agora “a conta chegou”.

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