POLÍTICA

Líder do PSD e majoritário no Triângulo, Montes repudia leilão de usinas hidrelétricas

Publicado em 12/08/2017 às 09:47Atualizado em 16/12/2022 às 11:16
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Foto/Divulgação

Deputado federal destaca que as usinas que o governo federal pretende leiloar representam mais de 60% da capacidade de operação da Cemig

Majoritário no Triângulo Mineiro e em várias cidades de outras regiões do Estado, o líder da bancada do PSD na Câmara, deputado federal Marcos Montes, repudia a intenção do governo federal de leiloar as usinas de São Simão, Volta Grande, Jaguara e Miranda, operadas pela Companhia Energética de Minas Gerais (Cemig).

Ele lembra que o contrato de concessão assinado em 1997, e que está em vigência, prevê o direito de prorrogação. “Não bastasse a questão jurídica, estas usinas representam mais de 60% da capacidade de operação da Cemig, o que, por si só, exige muito critério em toda ou qualquer negociação que as envolva”, diz Marcos Montes.

É inadmissível – segundo o deputado mineiro – que o governo federal, que assina o contrato de concessão, esteja agora ignorando a possibilidade de prorrogação de prazo. “Espero que o Poder Judiciário barre esta tentativa infeliz de leiloar as usinas e obrigue a União a cumprir o contrato”, destaca Marcos Montes. “Minas Gerais não é terra de ninguém” – desabafa.

O contrato firmado em 1997 permite a renovação automática por mais 20 anos, o que já foi solicitado pela Cemig, mas ignorado pelo governo federal. Outras usinas incluídas no mesmo contrato tiveram suas concessões renovadas - enquanto Volta Grande, São Simão, Jaguara e Miranda estão na lista para leilão.

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