Foto/André Santos/PMU
Prefeito Paulo Piau esteve com ambientalistas e vereadores ontem discutindo o que fazer em relação à área
Impasse sobre a implantação de um núcleo residencial em área de preservação na Quinta da Boa Esperança foi discutido ontem entre ambientalistas, lideranças classistas e o prefeito Paulo Piau (MDB). Audiência Pública foi proposta para debater o projeto mais detalhadamente.
A área, até agora 100% preservada, é alvo de impasse referente à compra e venda. A Lei Complementar de 2006 que instituiu o Plano Diretor do município reservou a propriedade para implementação de um parque. Os donos do imóvel têm interesse em loteá-lo e, caso o empreendimento imobiliário saia do papel, apenas 35% da área devem ser reservados para Área de Preservação Permanente (APP).
Além de todo o imbróglio ambiental, o terreno possui um casarão de relevância histórica. O imóvel é protegido pelo Iepha-MG (Instituto Estadual do Patrimônio Histórico e Artístico de Minas Gerais).
Presente à reunião, o ambientalista Carlos Perez conta que foram apresentadas propostas para a conservação 50% e 100% da área ambiental. Segundo ele, também foi apresentado um abaixo-assinado que defende a implantação do parque no local, sem o condomínio residencial. “Solicitamos uma audiência pública para debater a questão, aproveitando a participação de vereadores no encontro”, pondera.
Na conversa, Perez reforçou ainda os dados de um estudo que demonstra como a propriedade de 50 mil metros quadrados na Quinta da Boa Esperança contribui para a redução da temperatura e manutenção da umidade do ar. Além disso, ele lembrou que o aumento da área verde foi um compromisso de campanha do prefeito Paulo Piau (MDB). “O plano de governo dele previa aumentar a média de área verde por habitante de 7 para 12 metros quadrados. Só tem um jeit preservar as áreas verdes que já existem e ampliar”, pondera.
Após ouvir as propostas para a reserva da Quinta da Boa Esperança, o prefeito declarou que a conversa com os ambientalistas foi madura e propositiva. De acordo com Piau, a intenção é promover o diálogo para encontrar uma solução para o impasse referente à área.
Além disso, o chefe do Executivo não descartou a possibilidade de realizar uma audiência pública para discutir mais a proposta. “É possível lotear a área, mas existe o valor cultural, histórico e ambiental. Por isto, temos que tomar todo cuidado, até porque precisamos preservar nosso parque arbóreo. Vamos achar um caminho para preservar o parque da Boa Esperança”, finaliza.