Proposta foi apresentada durante audiência pública sobre o programa de concessões de rodovias da região do Triângulo Mineiro, ontem, em Uberaba

Governo do Estado promoveu ontem Audiência Pública no Centro Administrativo para discutir a concessão de rodovias na região (Foto/Jairo Chagas)
Em audiência pública ontem para tratar sobre o programa de concessões rodoviárias no Triângulo Mineiro, lideranças classistas reivindicaram a inclusão do anel viário de Uberaba entre as obras a serem realizadas pela concessionária. O projeto foi anunciado em 2012, durante o governo da ex-presidente Dilma Rousseff (PT), mas nunca chegou a sair do papel.
No evento, o presidente do IEATM (Instituto de Engenharia e Arquitetura do Triângulo Mineiro), Gilberto Machado Barata, manifestou que Uberaba recebe um fluxo intenso de veículos de grandes cidades e, também, está na rota de passagem dos principais centros urbanos. Por isso, ele solicitou a inclusão do anel viário entre as obras a serem realizadas dentro do programa de concessão. “Temos pontos conturbados nos nossos bairros porque esse trânsito é direcionado para lá. Então, temos que fazer o mais rápido possível esse anel viário. É muito importante para nós”, ponderou.
O dirigente do instituto ainda ressaltou que o projeto do anel viário tem autorização do DNIT (Departamento Nacional de Infraestrutura e Transportes) e, inclusive, já está com o processo de licenciamento ambiental aprovado. Com isso, ele defendeu que não haveria dificuldades para atender a demanda e inserir a obra no pacote da concessão.
Em resposta, os representantes do governo mineiro posicionaram, durante a audiência, que os pleitos apresentados na audiência serão analisados pela equipe técnica para verificar se há condições de inserir as propostas na lista de obras previstas dentro da concessão.
A chefe do Núcleo de Estruturação de Projetos da Secretaria de Estado de Infraestrutura, Fernanda Alen, acrescentou que a resposta dependerá da questão financeira. “O que a gente faz agora é voltar para a prancheta, voltar para os nossos cálculos e analisar o que foi pedido para ver se a gente consegue incluir todas as melhorias e sem perder a viabilidade [econômica]. Não adianta ter o melhor projeto do mundo, se não for viável e não conseguirmos um vencedor da licitação”, pondera.
O projeto original do anel viário previa a construção de 65,72 quilômetros de via em torno de Uberaba, interligando diretamente as principais rodovias que cortam o município para reduzir o fluxo de veículos dentro da cidade. O investimento, inicialmente, era estimado em, aproximadamente, R$592 milhões.