O índice é considerado estável pelo secretário Marco Túlio Cury, mas desperta preocupação, tendo em vista que não houve redução que daria tranquilidade à Secretaria Municipal de Saúde
Neto Talmeli
Secretário municipal de Saúde considerou o resultado estável, levando-se em conta a pequena variação de um ano para outro
Secretaria Municipal de Saúde (SMS) divulgou ontem o resultado do Levantamento Rápido do Índice de Infestação por Aedes aegypti (LIRAa), mostrando que Uberaba está com índice de infestação predial de 1,6%. O índice é considerado estável pelo secretário Marco Túlio Cury, mas desperta preocupação, tendo em vista que não houve redução que daria tranquilidade à Secretaria Municipal de Saúde. Para o Programa Nacional de Controle da Dengue, índices inferiores a 1% são satisfatórios; entre 1% e 3,9% representa situação de alerta.
Em outubro de 2015, o índice registrado foi de 1,4%, indicando uma oscilação de apenas 0,2% com o de 2016. “Nós estamos preocupados e pedimos envolvimento da sociedade, no combate ao mosquito”, alerta Marco Túlio, frisando a importância de não deixar água parada. “Nós precisamos ter uma história e índices diferentes no ano que vem”, afirma.
Mais de 200 agentes de endemias participaram do levantamento, realizado do dia 24 a 27 de outubro, que visa identificar os bairros onde estão concentrados os focos de reprodução do mosquito transmissor da dengue, febre chikungunya e zika vírus. O resultado mostra, ainda, que a concentração dos focos está dentro das residências, evidenciando, segundo a secretaria, a importância da participação da população.
De acordo com o LIRAa, 38,5% dos focos estão em depósitos móveis, como vasos e frascos com plantas e bebedouros de animais. Os depósitos fixos, como calhas, lajes, ralos e sanitários em desuso, somaram 21,5% de infestação. “Notamos que as áreas mais distantes da cidade não estão com índices tão grandes. Em contrapartida, nos aglomerados populacionais, como no centro da cidade, observamos o aumento”, pontua o secretário.