ALTA ABUSIVA!

Lula critica alta dos combustíveis e diz que preços sobem por “aproveitamento da crise”

Presidente afirma que impacto de conflito internacional não justifica aumentos no Brasil e cita medidas do governo para conter valores

Publicado em 19/03/2026 às 07:57
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Segundo o presidente, o governo federal adotou medidas para evitar uma escalada nos preços, como a isenção de tributos e a concessão de subsídios (Foto/Divulgação)

Segundo o presidente, o governo federal adotou medidas para evitar uma escalada nos preços, como a isenção de tributos e a concessão de subsídios (Foto/Divulgação)

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou, nesta quarta-feira (18), que o aumento nos preços do diesel, da gasolina e de outros combustíveis no país ocorre, em parte, porque há setores que se beneficiam de momentos de crise.

Segundo o presidente, o governo federal adotou medidas para evitar uma escalada nos preços, como a isenção de tributos e a concessão de subsídios. Ainda assim, ele criticou o que classificou como práticas oportunistas no mercado. Lula também questionou o aumento do etanol, destacando que o combustível não é derivado do petróleo, e o da gasolina, mesmo com a autossuficiência nacional.

Durante discurso em Brasília, o presidente argumentou que não é razoável que a população brasileira arque com os efeitos de um conflito distante. Ele citou que tensões internacionais, como ações envolvendo o ex-presidente dos Estados Unidos Donald Trump e o Irã, têm impacto global no preço do petróleo, que teria subido de US$ 65 para US$ 120 o barril.

Lula também atribuiu parte da responsabilidade pela instabilidade internacional aos cinco membros permanentes do Conselho de Segurança da ONU, Estados Unidos, Rússia, China, França e Reino Unido, destacando o papel dessas potências na produção de armamentos e no cenário geopolítico global.

As declarações ocorrem em meio a tensões com caminhoneiros, que avaliam a possibilidade de paralisação diante da alta dos combustíveis. O presidente fez ainda um paralelo com o período da pandemia de Covid-19, afirmando que houve quem lucrasse em meio à crise sanitária.

No mesmo dia, o ministro dos Transportes, Renan Filho, afirmou que o governo pode suspender o registro de contratação de fretes de empresas que descumprirem a legislação, atendendo a demandas da categoria.

Segundo o ministro, a fiscalização será ampliada com o uso de um sistema eletrônico desenvolvido em parceria com o Conselho Nacional de Política Fazendária (Confaz), permitindo o acompanhamento das operações de frete em todo o país.

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