POLÍTICA

Mais da metade do Legislativo quer a Funepu fora da gestão das UPAs

Gisele Barcelos
Publicado em 14/01/2021 às 21:06Atualizado em 18/12/2022 às 11:47
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Foto/Divulgação

Vereador Wander Araújo, no momento em que protocolava na Prefeitura o documento assinado por 12 vereadores

Documento assinado por mais da metade dos vereadores pede a rescisão do contrato com a Funepu para a gestão das UPAs (Unidades de Pronto-Atendimento). Os parlamentares solicitam que a Prefeitura reassuma a prestação direta do serviço ou abra nova contratação para substituir a organização.

No ofício, os vereadores afirmam que foram verificados problemas nas UPAs, como filas, falta de insumos, lentidão para a transferência de pacientes para hospitais, sucateamento de equipamentos e não-cumprimento da escala de trabalho pelos médicos. “Sendo assim, reiteramos a necessidade mais que urgente de uma reestruturação na prestação de serviço”, continua o texto.

O movimento pela saída da Funepu é encabeçado pelo vereador Wander Araújo de Freitas (PSC), que anteriormente ameaçou a abertura de uma Comissão Especial de Inquérito (CEI) para apurar irregularidades no serviço realizado nas UPAs.

De acordo com o parlamentar, a proposta é um prazo de 30 dias para a eventual transição na gestão das unidades, seja com o retorno da Prefeitura na administração direta ou contratação de outra empresa para o gerenciamento. “Nós não queremos criar um caos na Saúde. Sendo assim, há tempo para se organizarem. Não podemos é aceitar uma gestão imoral, que deixa as unidades sem insumos básicos e comete irregularidades”, afirmou.

O parlamentar, inclusive, ressalta que o contrato com a Funepu prevê que a entidade mantenha a prestação do serviço durante 30 dias após o anúncio da rescisão, sob pena de aplicação dobrada de multa.

O ofício que solicita a rescisão com a Funepu foi assinado por 12 parlamentares. Além de Wander, assinaram o documento Ismar Marão (PSD), Anderson Donizeti de Souza (PSD), Celso Neto (PP), Diego Fabiano (PP), Rochelle Gutierrez (PP), Marcos Jammal (MDB), Alessandra Piagem (Podemos), Elias Divino (Podemos), Fernando Mendes (MDB), Luizinho Kanecão (PDT) e Paulo César Soares - China (PMN). “Tenho a certeza de que os demais parlamentares que não assinaram não são coniventes com o que acontece em nossa Saúde. Certamente, eles irão apoiar a nossa atuação, que também tem o apoio popular”, finalizou o autor do pedido.

Acionada pela reportagem, a assessoria de imprensa da Fundação nega ter sido notificada do pedido. Confira posicionamento na íntegra:

A Fundação de Ensino e Pesquisa de Uberaba (Funepu) revela que não foi notificada oficialmente sobre o documento, mas reforça que segue a disposição das autoridades públicas para quaisquer esclarecimentos sobre a prestação de serviço nas Unidades de Pronto Atendimento (UPAs) de Uberaba.

A Funepu destaca ainda que desde que assumiu a gestão das unidades, tem cumprido as metas de qualidade exigidas em contrato, além submeter trimestralmente sua prestação de contas à Comissão de Avaliação de Contrato, composta pela Secretaria de Saúde e Conselho Municipal de Saúde. Aliado a isso, tem implementando uma série de melhorias, que vão além daquelas previstas no acordo. Entre elas, a possibilidade de os gestores do contrato acompanharem em tempo real o andamento dos atendimentos nas unidades, incluindo o tempo de espera dos pacientes. A lista traz ainda o desenvolvimento do sistema de Ouvidoria, e a implantação da tecnologia de QR Code para atestados médicos, modernizando ainda mais o sistema e diminuindo as chances de fraudes.

Investimentos que tem contribuído diretamente para as constantes melhorias na prestação de serviço, com reconhecimento público dos usuários, alcançando mais de 80% de satisfação entre os pacientes atendidos nas duas unidades, conforme a última pesquisa realizada.

A Funepu lamenta que perseguições envolvendo membros da antiga legislatura, mas com participação ativa na atual, continuem sobressaindo a preocupação maior, que deve ser a de oferecer um bom atendimento à população. População, inclusive, que demonstrou nas urnas a não concordância com denuncismos vazios. Lamenta ainda que novos parlamentares, bem intencionados com a população de Uberaba, sejam involuntariamente envolvidos nessa questão, que nada mais tem que um caráter particular e irresponsável. E reforça, que ao longo dos quase 40 anos de trabalho em prol da população de Uberaba, sempre foi uma referência em gestão pública de saúde, seja nas Unidades de Pronto Atendimento ou Hospital de Clínicas da UFTM.

Por fim, a Fundação tranquiliza a população de Uberaba e os colaboradores das Unidades, e reafirma que os atendimentos seguem normalmente com a premissa da humanização e excelência, implantada ao longo dos últimos quatro anos.

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