Mais uma vez, manifestantes tomaram o plenário da Câmara de Vereadores, ontem, como forma de pressionar
Mais uma vez, manifestantes tomaram o plenário da Câmara de Vereadores, ontem, como forma de pressionar os vereadores em relação à sessão de segunda-feira (15), que vai colocar em votação o relatório do vereador José Severino Rosa (PT), relator da Comissão Processante que pede a cassação do vereador Jorge Ferreira (PMN).
Desta vez, os manifestantes denominados como cidadãos eleitores foram ao plenário vestidos de preto e com palavras de ordem estampadas nas costas como respeito, dignidade, transparência, compromisso, honestidade. Outro grupo empunhava faixas com os dizeres: “Vereadores, Uberaba chora, queremos justiça e não pizza”. Outra faixa foi direcionada ao vereador Almir Silva (PR) com a seguinte frase: “Almir Silva, votamos em você, confiamos no seu voto”.
Os manifestantes participaram da sessão de forma pacífica e, como já haviam adiantado no início da semana, vão estar presentes na sessão de votação do relatório e esperam que os vereadores votem com coerência, referindo-se à decisão do relator, que pede a cassação de Jorge Ferreira por quebra de decoro parlamentar.
Procurado pela reportagem do Jornal da Manhã para comentar a manifestação, o vereador Almir Silva disse que está avaliando o processo. “Nunca falei sobre este assunto. Quero votar com minha consciência. Entreguei o documento ao meu advogado. O tempo é muito curto para analisar mais de mil páginas, portanto, ainda não tenho opinião formada sobre a questão”, garantiu o vereador. Almir Silva afirmou ainda que se trata de uma questão delicada, porque estão julgando uma pessoa. Sobre a manifestação no plenário da Câmara, ele afirmou que não sabe se são seus eleitores e preferiu não entrar em detalhes.
Resposta. A Comissão Processante que apurou denúncias de improbidade administrativa e assédio sexual contra o vereador Jorge Ferreira (PMN) contestou ontem as alegações do presidente do PMN, Marcos Acácio. Através de assessoria de imprensa da Câmara, o grupo defendeu que o trabalho realizado foi estritamente dentro de todos os princípios da ética e legalidade, não fugindo em um só momento da obrigação em apurar os fatos, dando amplo direito à defesa do vereador acusado.
Além disso, alega que Comissão foi eleita através de sorteio acompanhado ao vivo pela TV Câmara, vereadores e pessoas presentes no plenário, o que afasta críticas sobre falar de perseguição ou interesse político. Em nota, o grupo afirma que Ministério Público também ofereceu denúncia contra Jorge e considera que as declarações de Acácio foram apenas para tumultuar o processo.