O presidente da Fundação Cultural de Uberaba, Rodrigo Mateus Signorelli, está fazendo uma radiografia do órgão. De acordo com ele, os primeiros dias de trabalho foram de mergulho nos problemas mais urgentes, com visitas ao Cine Teatro Vera Cruz, Teatro Experimental (TEU), Museu de Arte Decorativa, CentroPark e Centro de Artesanato. “Procurei conversar, ouvir e anotar sugestões”, disse Rodrigo, afirmando estar se dedicando a um trabalho interno para formação de equipe. Disse estar avaliando o perfil de cada funcionário e suas experiências.
Outro problema mais urgente, segundo ele, está ligado à estrutura da sede, que precisa de intervenção rápida, além de várias contas em aberto. “Pretendo retomar a rotina de pagamento no menor tempo possível para não ter problemas com fornecedores”, declara o presidente, que acabou se deparando com algumas situações que não eram esperadas. De acordo com ele, há um passivo acumulado de problemas, mas não tão graves que não possam ser sanados. Entretanto, segundo ele, em razão do tempo, acabam incomodando. Para ele, faltava rotina.
Quanto às dívidas, Rodrigo está tomando conhecimento de tudo e, segundo ele, algumas estão vencidas, outras a vencer. O volume, segundo ele, não é grande, mas devem ser priorizadas, como o pagamento de cachês de artistas. “É perfeitamente possível imprimir um ritmo de certa normalidade”, acredita, explicando que quem vende para o Poder Público tolera certo atraso porque já se acostumou com a necessária burocracia. “O que não podemos é deixar o credor totalmente isolado, desinformado”, sentencia.
Rodrigo não quer fixar prazo para colocar o trem nos trilhos, mas acredita que até o fim do mês terá o Conselho Deliberativo constituído. A partir daí poderá iniciar discussões sobre políticas culturais.
Juninão. O presidente da FCU não descarta a realização do Juninão, a tradicional festa caipira que acontece todos os anos. Entretanto, afirma ser o evento uma iniciativa da administração municipal, que conta com a parceria da Fundação. Rodrigo não teve a oportunidade de conversar com o prefeito, mas, para ele, depende de uma determinação e vontade do governo para fazer a festa. “No momento tudo está sendo colocado na ponta do lápis. É preciso avaliar custos. Mas, certamente, esta semana teremos novidades”, conclui.