Mesmo com a candidatura a prefeito sub judice, o deputado federal Paulo Piau (PMDB) e os presidentes dos oito partidos que o apoiam reuniram ontem mais de 150 pessoas, entre candidatos a vereador, coordenadores de campanha, militantes e simpatizantes, em evento realizado na Casa do Folclore. Objetivo é apresentar as estratégias de campanha e também motivar o grupo ante a liminar do desembargador da 16ª Câmara Cível, José Marcos Vieira, que suspendeu os efeitos e a eficácia da sentença de 1ª instância que extinguiu a ação contra a intervenção no Diretório Municipal da agremiação, até o julgamento do mérito.
Por conta disso, o Ministério Público pediu a impugnação da candidatura do peemedebista. Ao abrir o evento ontem, Piau colocou claro aos seus apoiadores que deveriam aproveitar o momento para aprofundar no estudo do planejamento estratégico que pretende apresentar já na próxima semana à população e, desta forma, fundamentar o debate que pretende desenvolver ao longo do período de campanha eleitoral.
Ao anunciar a educadora Silvana Elias para coordenar a apresentação do planejamento estratégico, Paulo Piau ressaltou que o foco de todo esse estudo, elaborado entre o fim do ano passado e o início deste ano – juntamente com lideranças dos bairros –, é voltado para um projeto de desenvolvimento do Município. Alicerçado pelos presidentes Aelton Freitas (PR), Marcos Acácio (PMN), Adriano Leal (PTdoB), Eclair Gonçalves (DEM), Sumayra Oliveira (PCdoB), Maurides Dutra (da comissão interventora do PMDB) e Edson Eurípedes da Silva (PSC), além de Ricardo Saud, representando o PP, o deputado voltou a criticar a judicialização do processo eleitoral e se disse seguro quanto a registrar sua candidatura.
Semana passada, Piau afirmou em entrevista coletiva que o grupo está de portas abertas aos peemedebistas que ainda estão ao lado do prefeito Anderson Adauto, o qual apoia o nome de Rodrigo Mateus para a disputa – cujo registro de candidatura também foi alvo de um pedido de impugnação pelo Ministério Público. Para ele, que assegura ter uma “grande capacidade de perdoar” e a missão de resgatar o PMDB, esses correligionários ainda estão ao lado de AA porque estão atrelados a cargos no Governo. “As portas estão abertas para continuarmos a construir a cidade”, disse.