As academias de ginástica poderão reabrir já na onda amarela, a segunda etapa do programa Minas Consciente. Protocolos do plano de retomada gradual da economia foram revisados e o governo estadual anunciou ontem a flexibilização para o setor, que está desde março sem autorização para funcionar devido à pandemia de coronavírus. A medida deve ter reflexo em Uberaba, que permaneceu enquadrada na onda amarela junto com os demais municípios do Triângulo Sul.
Inicialmente, pelas regras do Estado, a previsão era que as academias só poderiam reabrir na onda verde, a última fase do Minas Consciente e que libera atividades não essenciais com alto risco de contágio. A mudança no critério e a permissão para a retomada na onda amarela foi deliberada esta semana pelo Comitê Executivo, que analisou o cenário atual da pandemia e identificou a possibilidade de antecipar a reabertura do setor. A alteração passa a valer a partir de sábado (22), com a publicação no Diário Oficial do Estado.
Mesmo assim, a retomada das academias na onda amarela será com restrições. Conforme o protocolo estadual, os estabelecimentos deverão funcionar somente com atendimentos por horário agendado e seguir limite de uma pessoa por 10 metros cúbicos no interior, com distância mínima de três metros entre os equipamentos. A higienização dos aparelhos deverá ser feita após cada utilização.
Além disso, o protocolo do Minas Consciente estabelece que seja feita a medição das pessoas antes da entrada no local. Outra exigência para a reabertura na onda amarela é que a academia seja fechada para limpeza completa a cada duas horas de funcionamento.
O funcionamento completo dos estabelecimentos só será permitido na Onda Verde. Neste caso, será mantida a exigência do horário agendado, a distância mínima de 3 metros entre os equipamentos e a aferição de temperatura na entrada. Entretanto, não será mais necessário o fechamento para limpeza a cada duas horas e o limite de ocupação cairá para uma pessoa por 4 metros cúbicos.
Outra mudança deliberada pelo Comitê Executivo foi a transferência também das agências de viagem da Onda Verde para a Onda Amarela do plano. O grupo considerou que a atividade não tem risco de grandes aglomerações, além de serem importantes para garantir viagens de negócios e o fortalecimento de outras cadeias produtivas, como aeroportos, hotéis e pousadas.