POLÍTICA

Minas Consciente é confortável ao município, diz secretário de Saúde

Decisão teria sido precedida por discussão com o comitê de enfrentamento à Covid e não foi ato isolado da prefeita

Gisele Barcelos
Publicado em 22/02/2022 às 22:31Atualizado em 18/12/2022 às 18:17
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Secretário Municipal de Saúde, Sétimo Bóscolo, e a diretora do Departamento de Vigilância e Saúde, Ana Maria Oliveira Bernardes, estiveram ontem na Câmara  (Foto/Rodrigo Garcia/CMU)

Adesão ao Minas Consciente é mais confortável para o município, conforme o secretário de Saúde, Sétimo Bóscolo. O titular da pasta apresentou a justificativa na noite desta terça-feira (22) aos vereadores, durante sabatina para esclarecer os motivos que levaram a seguir os protocolos do programa estadual a partir de agora.

Bóscolo manifestou aos parlamentares que a possibilidade de aderir ao Minas Consciente estava sendo avaliada desde o começo do governo, porém a medida não era viável até então devido ao quadro da pandemia em Minas Gerais. “Já vínhamos trabalhando a possibilidade de aderir ao Minas Consciente porque para o município era até confortável. Nós optamos pelo caminho mais difícil de fazer o próprio decreto do município porque o Estado é muito amplo e Uberaba andava em momentos diferentes de algumas regiões do Estado”, disse.

O secretário afirmou que a adesão acabou sendo adiada desde o fim do ano passado devido à perspectiva da nova variante que poderia entrar em circulação no Brasil. Segundo ele, a intenção não era transferir a responsabilidade das decisões para o governo estadual. “A gente não queria transferir para o Estado essa responsabilidade no auge da pandemia, com os números crescendo. Então, aguardarmos para dominar a situação. Aderimos no momento em que estávamos em franca queda na contaminação”, argumentou.

Questionado, o titular da pasta assegurou que havia segurança para aderir ao Minas Consciente e acabar com as proibições anteriores para o setor de eventos. “Os motivos para a flexibilização era que a gente tinha números na mão que mostravam que a pandemia estava em decréscimo acelerado”, manifestou.

De acordo com Sétimo, a deliberação de aderir ao programa observou não somente o cenário atual da pandemia em Uberaba, mas também a questão econômica e social que apontam a necessidade de avançar na retomada das atividades a partir de agora.

Ainda conforme o secretário, a decisão não foi tomada de forma isolada pela prefeita Elisa Araújo. Ele ressaltou que o assunto foi amplamente discutido pelo comitê técnico de enfrentamento à Covid-19 até o posicionamento final. “Achamos que naquele momento seria ideal, uma vez que a gente estava tendo problemas com a macrorregião Triângulo Sul”, acrescentou.

Sétimo admitiu que houve uma falha na comunicação com os vereadores sobre a decisão do governo municipal, porém defendeu que mudanças podem ser adotadas pela própria Prefeitura nas regras sanitárias da cidade se houver necessidade futuramente.

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