O Ministério da Saúde detalhou ontem a estratégia de vacinação contra a Covid-19 para o ano de 2022. A pasta anunciou que a população acima de 60 anos de idade e os imunossuprimidos tomarão mais duas doses do imunizante, com intervalo de seis meses. Já as pessoas de até 59 anos de idade receberão mais uma dose no ano que vem, com possibilidade de ampliação do público-alvo da campanha.
Dessa vez, a lógica da vacinação não seguirá mais o critério de grupos prioritários, como pessoas com comorbidades ou profissionais de Saúde. A vacinação será feita apenas por ordem decrescente de faixa etária.
A previsão do governo é que sejam disponibilizadas mais de 254 milhões de doses no próximo ano. Serão adquiridas 120 milhões de doses da vacina AstraZeneca e 100 milhões da Pfizer. Outras 134 milhões de unidades serão de saldos de contratos ainda vigentes em 2021. Há ainda a possibilidade de comprar mais 110 milhões no segundo semestre, caso haja uma alteração significativa no cenário da pandemia.
As vacinas CoronaVac e Janssen, que vêm sendo aplicadas no país em 2021, não estão incluídas no plano de vacinação para o próximo ano. O Ministério afirma que a escolha leva em conta o fato de a AstraZeneca e a Pfizer terem registro definitivo na Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). Também alega que “considerou-se o custo-efetividade dos imunizantes de tecnologia ‘recombinante’ e ‘RNA mensageiro’”.
Porém, o ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, pontuou que outras vacinas, como CoronaVac e Janssen, podem ser incorporadas ao plano se conseguirem o registro definitivo junto à Anvisa futuramente.