O vereador é acusado de calúnia, difamação e injúria contra o prefeito nas redes sociais
O Ministério Público (MP) enviou ofício à Polícia Civil requerendo registro de Termo Circunstanciado de Ocorrência (TCO) por calúnia, difamação e injúria contra o vereador Thiago Mariscal (MDB). A acusação dos crimes contra a honra foi feita pelo prefeito Paulo Piau (MDB). Em maio deste ano, Piau entrou com representação criminal contra o Mariscal e acusa o parlamentar de crimes de calúnia e difamação devido a postagens divulgadas nas redes sociais. A referida postagem foi feita no dia 23 de abril. A publicação pede a renúncia de Piau e viralizou na internet. No texto, o vereador teceu diversas críticas ao chefe do Executivo, como o atraso para conclusão da obra da avenida Interbairros, a demora para a entrada em pleno funcionamento do Hospital Regional e erros na reforma do calçadão e na implantação do estacionamento rotativo. Moção. E o mês de julho não tem sido bom para o vereador Mariscal, que teve contra ele uma Moção de Repúdio do Conselho Municipal de Saúde (CMS) por ato praticado pelo parlamentar em maio passado, em Unidade de Pronto-Atendimento (UPA). Para o CMS, Mariscal teria exposto paciente daquela unidade de saúde, além de uso de termos pejorativos às autoridades e intimidação de trabalhadores. O parlamentar teve ainda pedido rejeitado pelo promotor José Aparecido Gomes Rodrigues, para que determinasse à Câmara de Vereadores averiguação dos trabalhos da Codau, que não seriam da alçada da autarquia. Para o representante do MP, não há razão para interferência do órgão em poder “constitucionalmente legitimado que é para fiscalizar ações administrativas do Executivo Municipal”. A reportagem do Jornal da Manhã tentou contato com o vereador Thiago Mariscal (MDB), por meio de telefone e também através de mensagem por aplicativo (WhatsApp, enviada às 10h13), porém, até o fechamento da matéria, não obteve retorno. Em suas redes sociais, o vereador Thiago Mariscal se pronunciou sobre a ação proposta pelo prefeito Paulo Piau (MDB), que o acusou de calúnia, difamação e injúria. Em uma publicação, o parlamentar disse que “dentro da política causa muito mais estrago do que dizer uma mentira”. Em outra publicação, o vereador disse que “saindo da vida pública amanhã, saio de cabeça erguida, pois tive a coragem de mostrar um pouco da realidade dessa política nefasta de Uberaba. Diferente de alguns, que antes mesmo de deixarem seus cargos, são ridicularizados pelo povo. Com ou sem mandato, a batalha apenas começou”. Recentemente, o Ministério Público se recusou a atender pedido do vereador para determinar que a Câmara Municipal de Uberaba (CMU) averiguasse ações da Codau, que segundo o parlamentar não seriam de atribuição da autarquia. “Respeito toda e qualquer decisão do Ministério Público do Estado de Minas Gerais em Uberaba, embora o mesmo encare as minhas denúncias contra o (sic) Codau descabidas, ainda que estas tenham sido baseadas em provas coletadas não só pessoalmente, mas também entregues por terceiros a mim. Vale ressaltar que na época da apresentação das denúncias - no primeiro quadrimestre de 2019 - também encaminhei outras à Polícia Federal (PF). Ou os R$ 9 milhões de dinheiro público que mostrei em centrífugas abandonadas na ETA III, que até hoje não saiu do papel, é uma invenção de minha parte? Isso sem contar nos demais materiais "largados" e também mostrados por nós na ETE Conquistinha, entre outros. Não vou me furtar ao meu papel, irei buscar respostas junto aos órgãos competentes”, escreveu Mariscal em sua página no Facebook.