Para o representante do MP, não há razão para interferência do órgão em poder constitucionalmente legitimado para fiscalizar ações administrativas do Executivo
Vereador Thiago Mariscal (MDB) solicitou ao Ministério Público (MP) que a presidência da Câmara Municipal de Uberaba (CMU) determinasse averiguação de trabalhos da Codau que não seriam da alçada da autarquia.
O pedido foi rejeitado pelo promotor José Aparecido Gomes Rodrigues. Para o representante do MP, não há razão para interferência do órgão em poder “constitucionalmente legitimado que é para fiscalizar ações administrativas do Executivo Municipal de forma ampla, especialmente, se for o caso, representar, fundamentalmente, acerca de providências que eventualmente exijam ações paras as quais não esteja legalmente autorizado”. O promotor tratou como desrespeitosa e descabida a postura do vereador para com o Ministério Público. Reiterou que se houver algum fato concreto a tratar, que se faça com apresentação de informações e documentação. O ofício assinado pelo representante do MP foi lido em plenário.
Repúdio. Ainda durante a primeira reunião ordinária de julho, o Conselho Municipal de Saúde (CMS) enviou à CMU Moção de Repúdio ao vereador Mariscal. A moção diz respeito a ato praticado pelo parlamentar em maio passado, na Unidade de Pronto-Atendimento (UPA), onde ele teria praticado ato, segundo o CMS, que não é compatível com o comportamento de um vereador. Para o CMS, Mariscal teria exposto paciente daquela unidade de saúde, além de uso de termos pejorativos às autoridades e intimidação de trabalhadores. O ofício encaminhado à CMU é assinado pelo presidente do CMS, Maurício Ferreira, e mais dois conselheiros.