POLÍTICA

Moradores e comerciantes do São Benedito protestam na Câmara contra o rotativo

Empresários, comerciantes e moradores do São Benedito ocuparam o plenário da Câmara para protestar quanto ao estacionamento rotativo

Publicado em 13/12/2018 às 22:02Atualizado em 17/12/2022 às 16:27
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Rodrigo Garcia

Grupo acompanhou posicionamentos dos vereadores e aplaudiu os que se posicionavam favoráveis à revisão do projeto

Empresários, comerciantes e moradores do bairro São Benedito ocuparam o plenário da Câmara Municipal para protestar quanto ao estacionamento rotativo naquela região da cidade. A movimentação ocorreu durante sessão ordinária realizada na manhã de ontem. 

O empresário José Gaspar Marques usou a tribuna para ponderar que os comerciantes não são contra o projeto. Mas questionou a tramitação da lei e os possíveis prejuízos para o comércio do bairro. “Não é só um real. É o fato inflacionário que nós, moradores do São Benedito, não entendemos como vai ser feito. Nós vamos ter uma inibição daquele que vai lá comprar. Como é que isso vai se dar?”, indagou. Gaspar reconheceu que é necessária a rotatividade do trânsito para a sobrevivência do comércio. Entretanto, ressaltou que o bairro São Benedito não apresenta problema quanto à disponibilidade de vagas. “Nós queremos que essa política, hoje exercida, seja feita com o povo. Por que não foi perguntado para quem mais precisa?”, questionou.

O vereador Fernando Mendes (PTB) também fez o uso da tribuna para esclarecer que o Legislativo não teve a oportunidade de participar das discussões anteriores à implantação do novo sistema. O parlamentar expôs a situação de moradores em que a residência não possui garagem e estacionam o carro na rua. “Ele [o morador] vai ter que pagar”, observou. Mendes apresentou três abaixo-assinados com mais de duas mil adesões apoiando a reivindicação dos manifestantes. Entre eles, moradores do São Benedito, das redondezas do Hospital de Clínicas da UFTM e de voluntários. “Eles não estão totalmente contra o projeto. Só queriam ter sido ouvidos. A empresa deu R$4 milhões [ao município], sim. Mas, quanto ela vai ganhar? É só fazer as contas”, argumentou o vereador, solicitando aos comerciantes e empresários que não desistam dos respectivos negócios.

O presidente eleito da CMU, vereador Ismar Vicente dos Santos (PSD), requisitou ao Executivo a reavaliação dos parâmetros adotados na zona mista. “Sabemos que não foram feitas pesquisas e divulgações. Houve casos de moradores acordando no meio da noite, assustados com o barulho da instalação da base de um totem na porta de casa. Temos que abrir essa discussão referente à revisão”, exclamou.

Almir Silva (PR) afirmou que sempre foi contra a implantação do parquímetro. Para ele, o projeto tem o intuito de arrecadação. “A rotatividade é importante, desde que seja um trabalho voltado para o social. Quando eu vi esses parquímetros na cidade de Uberaba, eu assustei. O projeto tem que ser revisto. Esses parquímetros vão ‘arrebentar’ com os comerciantes”, argumentou o parlamentar, lembrando-se da época em que trabalhou na Área Azul como guarda mirim e o dinheiro arrecadado servia para arcar com as despesas da instituição responsável. 

O vereador e presidente do Legislativo, Luiz Humberto Dutra (MDB), sugeriu que todas as reivindicações apresentadas sejam encaminhadas ao Poder Executivo por meio de comissão formada pelos vereadores. Ronaldo Amâncio (PTB), Agnaldo Silva (PSD), Franco Cartafina (PHS), Rubério Santos (MDB), Denise Max (PR), Alan Carlos (PEN), Cleomar Barbeirinho (PHS), Thiago Mariscal (MDB) e Kaká Carneiro (PR) também se posicionaram a favor da solicitação da revisão do projeto.

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