O juiz Sérgio Moro afirmou que tem simpatia ao financiamento público, mas não exclusivo, e se mostrou preocupado com a renovação dos mandatos
O juiz Sérgio Moro, responsável pelos processos da Lava Jato na primeira instância, afirmou ontem (15), em São Paulo, que a reforma política da forma em que está sendo pensada não é uma verdadeira reforma política.
Sérgio Moro destacou a importância do Supremo Tribunal Federal (STF) ter aprovado a ação direta de constitucionalidade que proibiu a doação de empresas para campanhas eleitorais.
O juiz disse ter simpatia ao financiamento público, mas não exclusivo, e se mostrou preocupado com a renovação dos mandatos. “Há uma tendência de quem está dentro do sistema, quem tem um cargo político, queira continuar dentro e queria deixar fora quem está fora, então, um financiamento público, por bem intencionado que seja, tem que ser muito bem pensado para evitar esse tipo de problema”, afirmou.
Por fim, lamentou que ações de combate à corrupção tenham quase sido exclusivamente da Justiça criminal. “Penso que nossos representantes eleitos deveriam despertar uma maneira mais incisiva nesse tema da corrupção”, afirmou.
Uma possível candidatura à Presidência da República nas eleições de 2018 foi novamente descartada pelo magistrado. “Penso que é preciso ter um perfil e sinceramente não me vejo com esse perfil”, explicou.