Fotos/Jairo Chagas
Último ato foi realizado na cidade no dia 19 de junho Movimentos sociais voltam às ruas pedindo o impeachment do presidente Jair Bolsonaro no próximo sábado (3). O ato acontece na Praça Rui Barbosa, às 10 horas da manhã e segue em marcha pelas ruas do centro. O itinerário inclui a rua Artur Machado; Avenida Leopoldino de Oliveira; Praça dos Correios; Avenida Fidélis Reis; Rua João Caetano; Avenida Leopoldino de Oliveira; Mercado Municipal; Rua Raimundo Soares Azevedo; Rua Padre Jerônimo; Rua Me. Maria José e conta com encerramento na Praça Manoel Terra, em frente à Igreja Santa Rita. O movimento continuará operando com distanciamento social, distribuição de álcool em gel e máscaras PFF2 para evitar a contaminação dos manifestantes pelo coronavírus. Nos banners de divulgação afirma: "É possível ir ao protesto com segurança". Nova manifestação contra o atual presidente veio após novas polêmicas relatadas na CPI da Covid liberados na última sexta-feira (25), em que o presidente foi acusado de comprar a vacina Covaxin, por valores superfaturados, de empresários próximos a Bolsonaro. Outro ponto que despertou a necessidade dos manifestantes foi a marca de 500 mil mortos pela Covid-19. Participante das manifestações e do movimento Povo na Rua, Maíra Rosa reforça que está sendo formalizado um pedido a Guarda Municipal e Polícia Militar para que as ruas em que a manifestação passar sejam fechadas. "Nós contávamos com a presença da PM na última manifestação, e eles, infelizmente, não compareceram. Um dos manifestantes que passava pela rua machucou as costas porque um carro passou e arranhou as costas dele. Por isso, estamos oficializando", afirma. Segundo Maíra, existe a possibilidade que outros atos sejam realizados nos dias 13 e 24 de julho. O OUTRO LADO DA MOEDA Enquanto os protestos contra o presidente Jair Bolsonaro continuam ocorrendo, não só em Uberaba, mas em diversos lugares do país, a cidade também tem apoiadores do presidente que demonstram a torcida através de outdoors espalhados na cidade com a frase "Fechados com Bolsonaro". Maíra conta que na última manifestação, um apoiador do presidente esteve no local tentando provocar os manifestantes, mas não houve nenhum embate. "Ele ia de grupinho em grupinho provocando a gente. Mas nós vivemos numa democracia. Eles podem se posicionar a favor do Bolsonaro, contando que não tentem nos ferir e respeitem nosso posicionamento. Nós preparamos uma assessoria jurídica para nos proteger e contamos com três advogados que estarão de plantão nos dias que realizarmos atos pela cidade", finaliza.