Ministério Público irá investigar novas situações envolvendo a prática de nepotismo nos órgãos públicos de Uberaba
Ministério Público irá investigar novas situações envolvendo a prática de nepotismo nos órgãos públicos municipais de Uberaba. Desta vez os casos recaem contra parentes do vereador Luiz Dutra (PDT). Ainda ontem o promotor do Patrimônio Público, José Carlos Fernandes, encaminhou ofício ao prefeito Paulo Piau (PMDB) requerendo informações quanto à nomeação da filha do vereador, Rosane Guissoni Dutra. Através de decreto publicado no Porta-Voz, ela foi nomeada diretora do Departamento de Análise de Projetos e Banco de Dados da Secretaria de Planejamento. Ele ainda encaminhou outro ofício ao presidente do Legislativo, Elmar Goulart (PSL), onde busca informações quanto à situação do genro do vereador, Tiago Silva, que ocupa o cargo de chefe de gabinete. Todas as solicitações devem ser respondidas no prazo de dez dias úteis. Procurado pela reportagem, Luiz Dutra nega qualquer tipo de nepotismo envolvendo familiares. No caso de Thiago, o vereador esclarece que o mesmo está no cargo há mais de quatro anos – período anterior ao casamento com a outra filha, Regiane Guissoni Dutra. A situação pode ser confirmada no decreto de nomeação no diário oficial do município, o Porta-Voz, do dia 31 de janeiro de 2009. Além disso, Luiz Dutra destaca que o mesmo já trabalhou para a então vereadora Teresinha Cartafina e possui experiência no cargo que ocupa. “Ele foi nomeado pela competência. O casamento não tem nenhuma relação com a nomeação”, garante. Situação semelhante é a da filha Rosane, que é engenheira e arquiteta. Através de processo seletivo, ela ocupou cargo no Centro Operacional de Desenvolvimento e Saneamento de Uberaba (Codau). Com o término do contrato, no fim do ano passado, ela foi convidada a assumir o cargo na Seplan, por ter conhecimentos em AutoCAD. “Ela trabalha muito bem. Se eles a chamaram é porque entenderam e reconhecem sua competência técnica. Não é porque ela carrega o sobrenome Dutra que ela vai ser prejudicada e não poderá trabalhar”, afirma. Para ele, as denúncias são infundadas, não passam de perseguição política e acredita que a situação tem como objetivo de prejudicá-lo politicamente. “Tudo não passa de perseguição política. É o descontentamento político de pessoas que há muito vêm tentando me perseguir e me prejudicar”, dispara. Luiz Dutra adianta que ainda esta semana irá encaminhar toda a documentação relacionada aos cargos ocupados pelo genro e pela filha ao promotor. “Vamos mostrar que todos os atos foram dentro da lei”, assegura.