Promotor do Patrimônio Público, José Carlos Fernandes vai instaurar procedimento preparatório para investigar a possível compra de voto para a eleição da Mesa Diretora, denunciada pelo vereador Tony Carlos (PMDB), na Câmara Municipal de Uberaba. A possibilidade foi manifestada ontem à reportagem. O promotor está fora da cidade devido ao recesso forense e acompanha a situação através das páginas do Jornal da Manhã.
De acordo com ele, a abertura do procedimento será o seu primeiro ato do ano e deve acontecer nesta segunda-feira (7), ao retomar as atividades no Ministério Público. “O pagamento de voto para a eleição da Mesa Diretora e a venda do voto constituem grave ato de improbidade administrativa”, avalia. José Carlos adianta que o vereador será o primeiro a ser notificado no procedimento, com objetivo de apontar todos os envolvidos. “Identificados os autores, eles serão processados com base na lei de improbidade”, assegura.
Segundo a denúncia feita pelo vereador, houve a compra de voto, pelo valor de R$ 15 mil, para a eleição de pelo menos uma das quatro mesas diretoras, eleitas na solenidade realizada no dia 1º de janeiro. Porém, em nenhum momento Tony Carlos citou os nomes de quem pagou a propina e de quem recebeu.
Já o atual presidente do Legislativo, Elmar Goulart (PSL), diz que levará o caso à Comissão de Ética - que será eleita na primeira sessão legislativa, que acontece no dia 4 de fevereiro. Para ele, denúncia do peemedebista é grave e coloca em dúvida a idoneidade da Câmara e dos outros 13 vereadores.