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Adélio Bispo de Oliveira foi preso na tarde de 6 de setembro, logo após esfaquear o então candidato à presidência Jair Bolsonaro (PSL), que fazia campanha eleitoral em Juiz de Fora
Ministério Público Federal (MPF) se manifestou favoravelmente ao pedido de prorrogação do inquérito que investiga quem financiou defesa de agressor do presidente Jair Bolsonaro (PSL), Adélio Bispo de Oliveira. O crime aconteceu no dia 6 de setembro em Juiz de Fora, quando o então candidato realizava campanha nas ruas. O pedido à Justiça para dilação do prazo para a conclusão do inquérito em mais 90 dias foi feito pela Polícia Federal de Minas Gerais em 15 de janeiro.
Adélio Bispo foi indiciado no dia 2 de outubro por atentado pessoal por inconformismo político, crime previsto na Lei de Segurança Nacional, e se tornou réu no processo dois dias depois. O primeiro inquérito da PF concluiu que o agressor agiu sozinho no momento do ataque e que a motivação “foi indubitavelmente política”.
Um segundo inquérito foi aberto no dia 25 de setembro pela Polícia Federal para apurar quem financiou a defesa do agressor confesso. O objetivo é investigar a participação de terceiro no atentado. A conclusão do inquérito foi prorrogada pela primeira vez no dia 23 de outubro. No dia 21 de dezembro, a polícia cumpriu dois mandados de busca e apreensão em endereços ligados ao advogado Zanone Manuel de Oliveira Júnior, responsável pela defesa de Adélio Bispo. O advogado disse que nome de quem o contratou para defender Adélio é sigiloso.