Ao revelar a jornalistas, esta semana, que a Prefeitura optou por contratar uma consultoria junto à Fundação Getulio Vargas – cuja sede é no Rio de Janeiro –, o prefeito Paulo Piau (PMDB) disse que o Município caminha na direção de formar as chamadas PPPs, ou parcerias público-privadas, para resolver seus problemas nas mais diversas áreas. “Achamos que a proposta da FGV coincide mais com os propósitos que Uberaba tem”, disse ele, adiantando que o Executivo irá desembolsar R$150 mil pelo serviço.
De acordo com o prefeito, a cidade tem problemas graves para resolver, seja no transporte urbano, água, esgotamento sanitário, para os quais não há dinheiro para suprir, daí a possibilidade de se firmar as parcerias público-privadas. “Dificilmente os governos federal e estadual vão nos dar recursos para suprir. Então, acho que a linha deles [Fundação Getulio Vargas] coincide com a solução de problemas sérios de Uberaba”, observou Piau, acrescentando que a FGV é reconhecida mundialmente.
Conforme o chefe do Executivo, a instituição vai ajudar na reestruturação da PMU, já que não é sua intenção tomar medidas pontuais, que na prática significam ter uma lei delegada na mão e mexer do jeito que se quer. “Não quero fazer crítica à gestão passada, cada um tem um estilo, mas diria que a estrutura da Prefeitura está bem quadrada. A roda está quadrada. Esperamos arredondar, colocar os órgãos no lugar certo”, justificou Paulo Piau.
A partir desse trabalho é que será possível dizer quais e quantas secretarias serão criadas na administração municipal. Em análise estarão as pastas de Micro e Pequena Empresas; Antidrogas; Comunicação; Segurança Pública, e Projetos e Captação de Recursos. “Não digo que serão criadas todas, vai depender do trabalho da consultoria”, revelou o prefeito, que, junto ao seu grupo, escolheu entre quatro instituições.
Além da FGV, foram analisadas as propostas da Falconi Consultores de Resultado (Nova Lima - MG), Áquila e Dom Cabral (Belo Horizonte). Os custos variaram de R$480 mil a R$150 mil.