POLÍTICA

"Não posso meter o pé na porta e sair falando que vou cancelar contrato", diz Elisa sobre a rodoviária

Larissa Prata
lpciabotti@gmail.com
Publicado em 27/08/2021 às 12:01Atualizado em 19/12/2022 às 02:26
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Em meio a denúncias e reclamações, o terminal rodoviário não vai passar à gestão municipal este ano, mas a prefeita Elisa Araújo (Solidariedade) admite que novas propostas estão em estudo para uma solução definitiva para o problema. A rodoviária de Uberaba hoje é administrada pela Ubercon, que tem contrato com o Município até 2044. Inclusive, nesta semana o terminal passou por fiscalização do cumprimento das regras em contrato, haja vista a atuação da empresa, amplamente criticada e contestada. Entre os pontos mais sensíveis estava a prestação de contas, que a prefeita garante ter sido regularizada. 

Durante entrevista à Rádio JM, no programa #PingoDoJ, Elisa admite a possibilidade de assumir a gestão da rodoviária em Uberaba, mas não no futuro próximo. “Não há forma de solucionar isso em pouco tempo. Eu não posso meter o pé na porta e sair falando que eu vou cancelar contrato. Eu não tenho dotação orçamentária e nem pessoal para operar a rodoviária. Uberaba merece uma rodoviária melhor, mais robusta, mais bonita? Merece. E a gente precisa planejar isso. Não dá pra simplesmente eu sair falando aqui, porque não é do meu feitio prometer aquilo que eu não vou cumprir. O dia que eu vou vir aqui e falar alguma coisa é porque realmente vai sair. Eu aprendi uma coisa importante esse an primeiro a verba, depois o verbo. Primeiro eu preciso ter certeza do que eu vou fazer para depois falar”, ponderou a chefe do Executivo.

Bandeira levantada ainda durante a corrida eleitoral, o diálogo é o caminho apontado por Elisa para a rodoviária de Uberaba em 2021. “Estamos cobrando deles cumprir alguns itens do contrato que não estavam sendo cumpridos e eles estão cumprindo. Há muito o que se melhorar, principalmente para os locatários, que passaram por momentos muito difíceis como vários outros empresários aqui de Uberaba em relação a essa pandemia. Primeiro a gente precisa ter segurança jurídica para dar qualquer passo. Para esse ano, eu te garanto que a gente não consegue fazer a administração dali, então é importante a gente ir dialogando com todas as partes para encontrar maneiras mais amenas para tocar até o final”, acrescenta.

Questionada sobre a possibilidade de a gestão mudar para uma Parceria Público-Privada, Elisa afirma que esta é uma das opções em estudo para o caso e que, sendo viável, pode ser a solução definitiva. “A gente está estudando com muito pé no chão para avaliar a possibilidade. Estudo de viabilidade é um ponto fundamental. Nenhum negócio sai do papel sem um estudo de viabilidade, porque é ele que vai dizer as possibilidades de dar rentabilidade ou não. Para fazer uma PPP é preciso entrar uma empresa privada, que visa lucro. Então a gente precisa entender qual é a modelagem que vai ser vantajosa para o Município, em primeiro lugar, e também para quem vai ser o parceiro”, finaliza.

Vale lembrar que o vereador Paulo César Soares (PMN), o China, é um dos mais ferrenhos críticos à atuação da atual gestora da rodoviária de Uberaba, sendo dele, inclusive, proposta de ação popular questionando o contrato. No processo, a Prefeitura se posicionou contrária à suspensão do contrato e retomada imediata da gestão. A ação foi acolhida no Ministério Público, que instaurou inquérito para apuração de possível omissão na gestão.

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