POLÍTICA

No Dia do Professor, sindicalista lamenta a desvalorização da classe

Hoje é Dia do Professor, entretanto, os mestres não têm muito que comemorar, pois ainda faltam incentivos do governo à profissão

Geórgia Santos
Publicado em 15/10/2011 às 00:15Atualizado em 19/12/2022 às 21:51
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Hoje é Dia do Professor, entretanto, os mestres não têm muito que comemorar, pois ainda faltam incentivos do governo à profissão. Entendimento é do presidente do Sindicato dos Educadores do Município de Uberaba, Adislau Leite, para quem as condições de trabalho poderiam estar melhores, além do grande espaço existente para avançar em termos salariais.   Este ano foi marcado por uma greve de mais de 100 dias dos professores da rede estadual de ensino por melhorias salariais, que culminou na interferência da Justiça para que os profissionais voltassem ao trabalho. “Isto, com certeza, não precisava estar acontecendo. É lamentável a gente ver as condições de trabalho do pessoal da Educação, e quando fazemos manifestações, o poder público ainda se volta contra os profissionais”, afirma Adislau.   O presidente do sindicato avalia que, considerando que Uberaba é uma cidade de médio porte, as condições oferecidas aos professores poderiam ser melhores. “Em relação ao trabalhador e suas condições de trabalho, ainda é preciso avançar bastante. A educação do município ainda tem problemas de infraestrutura nas escolas. Com relação à política de valorização do trabalhador, mesmo com o plano de carreira aprovado pela Câmara Municipal, ainda é preciso melhorar muito em termos salariais”, explica o sindicalista.   Adislau enfatiza que, levando em consideração a arrecadação de recursos de cidades de médio porte, é possível se ter uma noção do investimento nos profissionais. “Podemos perceber que a arrecadação do município é bastante significativa, a prefeitura não gasta o que deveria com a folha de pagamento, por isto é preciso avançar muito na remuneração do profissional, mesmo que o nosso plano ofereça piso 7% acima do nacional, mas esse valor é acima da proporcionalidade, o que é muito insignificante”, ressalta Adislau.   No Estado a situação é bem pior, os professores vêm lutando pela valorização da classe, isto é, um piso relativo à qualificação do profissional. Entretanto, depois de muita discussão e um longo movimento grevista, todos tiveram de retornar ao trabalho, tendo de engolir a proposta do governo estadual.

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