Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), divulgado pelo Ministério do Trabalho e Emprego (MTE), mostra que o município registrou 2.773 admissões contra 3.220 demissões, contabilizando a perda de 447 postos de trabalho no mês de julho. Ao longo de 2016, Uberaba acumula o fechamento de 1.434 postos de trabalho, com a demissão de mais de 24 mil trabalhadores em sete meses. Nos 12 meses são 3.948 postos de trabalho a menos. No ranking de municípios mineiros com mais de 30 mil habitantes, Uberaba subiu duas posições e aparece em 104º lugar.
O pior desempenho foi do setor de construção civil, que contratou 396 funcionários com carteira assinada, mas demitiu 682, gerando o fechamento de 286 vagas. Em seguida, a área que também causou a retração do índice de empregabilidade foi a de serviços, que no mês de julho admitiu 928 trabalhadores celetistas e desligou outros 1.043, resultando na perda de 115 postos de trabalho.
A indústria de transformação voltou a apresentar desempenho negativo, visto que o setor admitiu 452 funcionários e demitiu 525 pessoas. Com essa realidade, as fábricas uberabenses perderam 73 vagas celetistas. Nos empreendimentos agropecuários a retração foi menor. O setor contratou 323 trabalhadores rurais, mas demitiu 326, fechando três postos.
Empresas ligadas ao comércio apresentaram os melhores números do mês de julho, fechando com saldo positivo de empregos. Os estabelecimentos comerciais contrataram 659 empregados e desligaram 635, resultando na abertura de 24 postos. O setor de extrativismo mineral contratou sete pessoas e demitiu cinco, registrando ampliação de duas vagas. No serviço industrial de utilidade pública oito pessoas foram admitidas nas fábricas de Uberaba e quatro foram desligadas. Já administração pública não contratou, nem demitiu.
Em Minas Gerais, segundo os dados do Caged, foram eliminados 15.345 empregos, equivalentes a uma retração de 0,38% em relação ao estoque de assalariados com carteira assinada do mês anterior. Esta redução decorreu do declínio do emprego, principalmente nos setores serviços, que perdeu 6.612 postos, da indústria de transformação, que perdeu 2.181 postos, e do comércio, que fechou 2.066 vagas.