O ministro da Justiça e Segurança Pública, Sergio Moro, compartilhou no Twitter neste sábado uma campanha interna para reforçar práticas éticas entre os servidores da pasta. Segundo Moro, a iniciativa foi uma das primeiras adotadas por ele no ministério.
O ministro postou uma espécie de passo a passo, ou “Dez Mandamentos”, que devem nortear a conduta no ministério. Ele destaca, por exemplo, que “o poder público não é um negócio da família”. Outra recomendação de Moro é: “não devemos receber presentes ou qualquer outra vantagem pessoal. Confira os dez pontos:
1 – Todos somos responsáveis pela integridade, reputação e imagem do ministério;
2 – O combate à impunidade é nosso dever;
3 – A transparência é a nossa regra, sigilo é exceção;
4 – O Poder Público não é um negócio de família;
5 – Respeite o colega de trabalho. Trate todos com urbanidade;
6 – O interesse público deve sempre prevalecer;
7 – Nós não devemos receber presentes ou qualquer outra vantagem pessoal;
8 – Se tiver que escolher entre o fácil e o certo, opte pelo certo;
9 – A sociedade quer ação do agente público, nunca acomodação;
10 – Participe da gestão do ministério. A ouvidoria é o nosso canal.
Mais tarde, o ministro publicou o vídeo integral da campanha:
Ontem, fiquei devendo o vídeo integral sobre as dez mensagens da campanha "Faça a coisa certa, sempre". Pode ser visto em https://t.co/1vjkVfMLCH — Sergio Moro (@SF_Moro) 7 de abril de 2019 Projeto de lei
No domingo, Sérgio Moro voltou ao Twitter para falar sobre a conduta dos policiais brasileiros. “Precisamos deixar a lei brasileira mais clara para que agentes policiais no Brasil possam fazer o mesmo”, tuitou o ministro.
Ele explicou que, no projeto de lei, “deixamos claro que vender ou entregar drogas ou armas para um policial disfarçado é um crime e não algo impossível, como alguns entendem com base na legislação ultrapassada. E que a participação de um policial disfarçado em uma operação de lavagem não exclui o crime”.
O ministro apontou que o objetivo do projeto é “melhorar a lei para permitir que agentes policiais brasileiros possam atuar de maneira disfarçada e revelar grandes esquemas de venda de drogas, armas ou de lavagem de dinheiro e que o criminoso assim descoberto vá para a prisão”. Paralelamente a isso, será feito investimento em treinamento e capacitação dos agentes.