Ex-candidato a deputado argumenta que, apesar de ser filiado ao partido do governador, é necessário se posicionar de maneira firme ao discordar das decisões tomadas
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Segundo Daniel Angotti, a gestão comete um equívoco ao tentar fazer o corte de uma hora para outra
Corte em programa de Educação Integral na rede estadual é criticado por representante do Novo em Uberaba. Integrante do mesmo partido do governador Romeu Zema, o ex-candidato a deputado estadual Daniel Angotti publicou mensagem nas redes sociais ontem e repudiou a medida.
Na publicação, Angotti afirma que Educação deve ser prioridade e declara que solicitará ao governador para repensar a decisão de reduzir o número de escolas atendidas no programa de ensino integral. “Farei chegar ao governador Zema e à secretária de Estado de Educação de Minas Gerais, Júlia Sant’Anna, minha posição”, manifesta. O ex-candidato a deputado argumenta que, apesar de ser filiado ao partido do governador, é necessário se posicionar de maneira firme ao discordar das decisões tomadas.
De acordo com Angotti, o governo apontou falhas que ocorreram no programa no ano passado, mas a solução não deveria ser um corte generalizado. Ele defende uma revisão pontual das unidades com problemas. “Você reduzir uma ou outra escola que está subutilizada é perfeitamente compreensível. Não é o que se propõe. Se os resultados não são satisfatórios, é hora de estabelecer novos indicadores, metas, prever resultados para avaliar a continuidade ou não daquela escola, trocar pessoas”, salienta.
Angotti ainda posiciona que a gestão comete um equívoco ao tentar fazer o corte de uma hora para outra. “Fazer isso a “toque de caixa”, de cima para baixo, é um erro! Um erro grave! Educação é investimento e não gasto. Se os investimentos foram feitos e os resultados não vieram, é hora de trocar as pessoas que dirigem mal as superintendências e as escolas”, continua.
Atualmente, 1.600 escolas têm atividades extraturno no Estado. O número será cortado para 500 instituições de ensino, conforme anúncio feito esta semana pela secretária estadual de Educação, Júlia Sant’Anna, na Assembleia Legislativa. A informação é que o programa será mantido apenas nas escolas com baixo nível socioeconômico, que concentram estudantes com renda familiar de até 1,5 salário. Por enquanto, ainda não há previsão de qual será o impacto da medida na rede estadual de Uberaba.