Nas eleições de outubro próximo, 84 deputados federais vão disputar cargos de prefeito, vice-prefeito e vereador. Pode, ainda, haver alguma mudança, mas será mínima, segundo a Secretaria Geral da Mesa da Câmara. O período para o registro de candidaturas termina somente em 12 de setembro.
O número de deputados candidatos nas eleições é o menor da série histórica, que registra uma média de mais de 90 parlamentares candidatos. O diretor de comunicação do Departamento Intersindical de Assessoria Parlamentar (Diap), Antonio Augusto Queiroz, acredita que o fim do financiamento empresarial de campanha afugenta parlamentares da disputa porque eles terão que obter esse financiamento mediante contribuições individuais, recursos próprios ou do fundo partidário. A segunda razão é do custo de imagem, ou seja, o Brasil vive uma série de escândalos, com a imagem política muito ruim perante a opinião pública. E a terceira razão é o fato de os municípios passarem por uma situação de dificuldade fiscal, em que alguns não conseguem sequer pagar seus funcionários.
Para o cientista político David Fleisher, mesmo com menos candidaturas, as eleições mostram uma relação próxima entre a Câmara e as bases municipais. “Isso provoca renovação na Câmara, porque os suplentes assumem como efetivados. E mostra a forte ligação entre os deputados federais e as bases municipais. Tem esses 80 deputados que são candidatos, mas todos os outros vão desaparecer fazendo campanhas para seus aliados. Daqui a dois anos esses aliados vão ajudá-los na reeleição para deputado. Muitos deputados já foram prefeitos antes, ou foram vereadores e muitos deputados vêm das bases municipais."
O primeiro turno das Eleições 2016 será no dia 2 de outubro, já o segundo turno se realiza no dia 30 de outubro.