A Ordem dos Advogados do Brasil/Seção Minas Gerais (OAB-MG) e a Comissão da Mulher Advogada da entidade repudiam o estupro coletivo praticado por cerca de 30 homens contra a adolescente na cidade do Rio de Janeiro. De acordo com o texto, “somado à barbárie e crueldade impostas à vítima, os criminosos ainda expandiram a atrocidade ao publicar nas redes sociais o conteúdo da injustificável e covarde atitude”.
A nota é assinada pelo presidente OAB-MG, Antônio Fabrício Gonçalves; pela vice-presidente da Ordem e vice-presidente da Comissão da Mulher Advogada do Conselho Federal, Helena Delamonica, e Cláudia Franco, presidente da Comissão da Mulher Advogada da OAB-MG.
O documento diz ainda que “casos de intolerância e violência contra a mulher não podem - em hipótese alguma - passar impunes, sob pena de termos que conviver com crimes brutais e desumanos, com a sensação de impunidade e injustiça. Temos que combater e transformar a cultura de banalização da violência à mulher, onde se atribui à vítima a culpa de bárbaros episódios”.
A Ordem mineira é parceira de programas de combate à violência contra a mulher, como o Justiça Pela Paz em Casa, iniciativa da ministra do Supremo Tribunal Federal (STF), Carmen Lúcia. Ainda conforme a nota, a entidade ressalta que “não descansará enquanto os culpados não forem identificados e punidos. A igualdade de direitos e oportunidades entre mulheres e homens é pressuposto de uma sociedade justa e verdadeiramente democrática”.