POLÍTICA

Oportunidades de negócios com o gasoduto são discutidas em BH

Estudos sobre os reflexos do duto Queluzito-Uberaba serão lançados no próximo dia 18 na sede da Federação das Indústrias do Estado de Minas Gerais (Fiemg), em Belo Horizonte

Gisele Barcelos
Publicado em 08/11/2014 às 23:15Atualizado em 17/12/2022 às 02:48
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Está marcado para o dia 18 de novembro em Belo Horizonte o lançamento do estudo sobre as oportunidades de negócios geradas a partir do gasoduto Queluzito-Uberaba. O relatório foi elaborado pela Fiemg (Federação das Indústrias de Minas Gerais).

Piau espera reunir os prefeitos dos municípios que serão contemplados com o duto, os deputados eleitos de cada região e principalmente representantes do grupo que assumirá o governo estadual a partir de 2015. A proposta é discutir o novo eixo de desenvolvimento que será criado no interior de Minas Gerais com o projeto. “[O estudo] é uma forma de dizer que temos que decidir rápido o modelo de financiamento porque a obra traz perspectiva de crescimento a todos os municípios. Se não vai ser do jeito proposto pelo atual governo, não importa. Precisamos é estar com recurso disponível para o gás chegar a Uberaba”, salienta.

Ao todo, serão transportados três milhões de gás natural por dia no gasoduto. O volume poderá impulsionar a atividade industrial de outras regiões do Estado e também será essencial para suprir a planta de amônia da Petrobras em Uberaba, já em implantação e com entrada em funcionamento prevista para o início de 2017. O cronograma é entregar os 457 quilômetros de duto no segundo semestre de 2016.

Entretanto, a data depende da garantia de recursos para executar a obra, estimada em R$1,8 bilhão. A proposta defendida pelo atual governo seria a abertura do capital da Gasmig – hoje controlada diretamente pela Cemig – e a fusão da estatal com a espanhola Gas Natural Fenosa (GNF), que injetaria recursos para viabilizar o gasoduto de Betim-Uberaba. Na transação, a Cemig passaria a ser minoritária na nova companhia. O governado eleito Fernando Pimentel (PT) já descartou a alternativa. O petista defende a construção do empreendimento por meio de concessão ou ainda com financiamento junto ao BNDES pela concessionária ou a própria Cemig.

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