Deputados da oposição fizeram críticas a Fernando Pimentel (PT) no Plenário da ALMG
Deputados da oposição fizeram críticas ao governador Fernando Pimentel (PT) no Plenário da Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG). Os parlamentares disseram que vão obstruir as votações por considerar que o titular do Executivo não tem legitimidade para propor a reforma administrativa, composta de vários projetos que tramitam na Casa.
“O governador não tem condições de continuar dirigindo o Estado. Devia se afastar até para que possa se defender das acusações”, disse o deputado João Leite (PSDB), ao se referir à Operação Acrônimo, da Polícia Federal, que apura possíveis concessões de benefícios a empresas em troca de recursos para campanha. João Leite criticou a reforma proposta, especialmente a extinção da Secretaria de Estado de Desenvolvimento Econômico.
O deputado Sargento Rodrigues (PDT) sugeriu a criação de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) para apurar possível tráfico de influência do governador já no exercício de seu mandato. O parlamentar conseguiu, segundo sua assessoria, coletar 13 assinaturas. Segundo o Regimento Interno, são necessárias 26.
Sargento Rodrigues acusou Pimentel de participar de três encontros com empresários da Caoa, representante da Hyundai no Brasil, depois de já ter sido diplomado como governador. Conforme delação premiada do empresário Benedito Rodrigues de Oliveira Neto, mais conhecido como Bené, a empresa teria repassado ao governador R$ 10 milhões em propina, em compensação por isenções fiscais determinadas por ele quando era ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio. “Ele (Pimentel) perdeu a condição moral de governar Minas Gerais”, afirmou.
Felipe Attiê (PTB) também defendeu o afastamento do governador. O deputado acusou Pimentel de ter transformado o Ministério o qual ocupou em “balcão de negócios”. Ao lembrar que também foi ele o responsável por isenções do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) a vários setores, Attiê afirmou que faltou ao chefe do Executivo ética no trato público. “Perdemos a confiança no governador”, completou.