Centro Operacional de Desenvolvimento e Saneamento de Uberaba (Codau) continua ocupando a ordem do dia na Câmara. Se o pequeno grupo de vereadores que luta para emplacar uma Comissão Especial de Investigação (CEI) contra a autarquia ainda não conseguiu seu intento, ao menos tem insistido com uma saraivada de requerimentos contendo uma série de cobranças.
Na última semana de trabalhos em plenário, o vice-presidente da Casa, Itamar Ribeiro de Rezende (DEM), aprovou nada menos do que sete deles, através dos quais está cobrando, por exemplo, o cumprimento do cronograma de obras da adutora do rio Claro, a começar em janeiro de 2012. Segundo o democrata, nos sites da autarquia e da PMU – no link transparência do Água Viva – consta que o projeto executivo e os estudos para licenciamento ambiental ainda não foram efetivados na totalidade.
“O valor do contrato corresponde a R$951 mil, mas foram executados apenas R$404 mil. Será que pouco mais de dois meses é tempo suficiente para concluir esses estudos”, questiona o vereador, criticando, ainda, que a licitação foi iniciada antes da conclusão de ambas as exigências contratuais. Itamar também está requerendo uma lista completa com o número de bombas de reserva na estação de captação de água e nos três poços profundos – R-6, R-10 e R-11 –, bem como esclarecimentos quanto o real estado de conservação e funcionamento das peças e onde elas estão armazenadas.
O vereador quer ainda, uma cópia da relação de servidores que tem plano de saúde junto à Unimed e qual o valor médio mensal pago por eles. Além disso, requer duas listas ao Codau, uma com os nomes dos funcionários beneficiados com o tíquete-alimentação fornecido pela Empresa Policard, e outra contendo dados sobre os trabalhadores que foram cedidos para a Prefeitura e vice-versa, discriminando nomes, cargos, horário de trabalho e local onde estão lotados.